Correios entram em greve nesta segunda-feira por tempo indeterminado

Servidores dos Correios paralisaram suas atividades em todo o país por tempo indeterminado nesta segunda-feira (12.03). O motivo para tal decisão foi o fechamento de agências, as mudanças no plano de saúde, que preveem o pagamento das mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos, além da urgência em investimento de infraestrutura.

Segundo o presidente do Sindicato Estadual dos Trabalhadores (SINTECT-RJ), Ronaldo Martins, diversos problemas urgentes afetam as boas condições de trabalho. “Só no Rio de Janeiro temos um déficit de 3 mil funcionários. Isso sobrecarrega o trabalhador e afeta os serviços prestados à população, com os atrasos nas encomendas. Outra questão urgente é em relação à infraestrutura. Recentemente vimos os incêndios que atingiram as unidades. A necessidade de investimento em melhorias é uma questão emergencial”, destacou.

Martins explicou ainda que a greve é uma mobilização nacional contra o sucateamento da centenária estatal. “A empresa vive um processo de má gestão administrativa e o trabalhador não pode pagar por isso. Querem mexer no nosso plano de saúde, cobrar mensalidade e excluir dependentes. Só que a categoria tem um dos mais baixos salários das estatais e não tem a menor condição de arcar com essa despes

Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) informou que o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00. A federação ressaltou ainda que o salário médio dos trabalhadores dos Correios é de R$ 1,6 mil, “o pior salário entre empresas públicas e estatais”.

O início da greve coincide com o julgamento sobre o plano de saúde dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), também marcado para segunda, referente à última negociação salarial.

Segundo a Fentect, a mobilização nacional da categoria foi aprovada em assembleias dos sindicatos. Entre outras reivindicações, os trabalhadores são contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; a suspensão das férias dos trabalhadores; a extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa.

Além disso, entre as demandas da categoria estão a contratação de novos funcionários por meio de concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

 

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