Projeto ‘Vizinhança Solidária’ contra a violência em Itaipuaçu Divulgação

Projeto ‘Vizinhança Solidária’ contra a violência em Itaipuaçu

Geral Segunda, 08 Julho 2019 16:44 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

Nos primeiros cinco meses deste ano foram registrados 35 casos de roubos a residência em Maricá. Os números, se comparados com o mesmo período de 2018 quando foram 14 registros, mostram um crescimento de 150% nos registros deste indicador criminal. Cuidar da vida de seu vizinho deixou de ser apenas uma questão de fofoca e se tornou parte do combate à violência. Pelo menos é assim que pensam os moradores de Itaipuaçu. Essas constantes ações criminosas, roubos, arrombamentos e invasões de residência, fizeram com que um grupo se unisse para tentar minimizar esses casos de violência no bairro, criando o programa ‘Vizinhança Solidária’.

A ideia surgiu após alguns moradores terem sido vítimas deste tipo de crime. A autora, que nesta reportagem, por questões de segurança, vamos identificar como “A”, começou a ouvir relatos dos casos, maneira como foram praticados e percebeu que estavam muito próximos dela, eram seus vizinhos. 

“Alguém muito próximo de mim tinha sido vítima e eu não sabia que tinha acontecido, não conhecia o meu vizinho que provavelmente precisou de algum tipo de ajuda que eu poderia ter oferecido, isso me assustou muito e então me vieram os questionamentos: E se fosse eu? E se fosse com meus filhos? E se fosse os meus bens? Então, mais do que motivada, eu reuni os vizinhos e comecei a propor diálogos onde pudéssemos pensar em formas de promover sensação de segurança por meio de ações e iniciativas administradas por nós mesmos”, disse “A”.

Atualmente são 32 moradores de residências diferentes que fazem parte desta ação. Os métodos utilizados pelo grupo, para alertar casos suspeitos foram a instalação de sirenes controladas por acionamento remoto por cada um dos moradores participantes e câmeras de monitoramento controladas por aplicativo nos celulares de todos os moradores envolvidos. Diferente do programa Vizinhos Integrados a Polícia (VIP), implantado no início da década na Região Oceânica de Niterói, o projeto ‘Vizinhança Solidária’ não é integrado as forças de segurança, mas conta com o apoio da delegacia de Maricá para divulgação e implementação em outras ruas e localidades do bairro.

“Quando recebi o projeto observei a importância no sentido da organização da sociedade civil e de como uma atitude aparentemente simples pode fazer toda a diferença. O que percebi ali foi que os vizinhos começaram a se importar com a segurança do grupo, deixando o individualismo de lado, porque quando uma casa é afetada todos sentirão a sensação de insegurança e com o projeto todos estão protegidos, se ajudando mutuamente”, falou a delegada titular da 82ªDP (Maricá), Carla Tavares.

O que mudou?

Após a implantação do projeto, os casos de roubos, arrombamentos e invasões de residência apresentaram redução. Casos de pessoas ou ações suspeitas também reduziram.

Para a delegada, o projeto funcionou como uma ação preventiva e isso contribuiu diretamente com a polícia.

Ampliação

A ideia é de que este projeto, que é apenas uma célula, seja reproduzido por vários grupos de moradores onde cada rua teria sua própria gestão, implantação e monitoramento.

Não há custo determinado para implantação. Os valores são estimados e divididos entre os envolvidos, por isso a ideia de célula. A medida que o programa cresce aparece a ideia de corpo, ou seja, o bairro todo tomado de células com seus respectivos responsáveis pelo monitoramento e ação preventiva.

“Atualmente sabemos que o poder público é deficitário na promoção da segurança como uma realidade efetiva, e por isso estamos propondo ir na tendência nacional que é a inteiração entre poder público e sociedade para aumentar a sensação de segurança pública”, finalizou ‘A’.

 

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