Estado irá ampliar número de escolas em tempo integral Divulgação

Estado irá ampliar número de escolas em tempo integral

Geral Segunda, 12 Agosto 2019 11:56 tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte

O ensino médio estadual terá o número de unidades escolares em tempo integral ampliado. A expectativa é que 590 escolas possuam a modalidade que, hoje, é oferecida em 268 unidades. O Estado também ampliará parcerias com os consulados com intercâmbio com México e Equador em duas escolas de São Gonçalo, Cieps 413 - Adão Pereira Nunes e Ciep 309 - Zuzu Angel. 

Segundo o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes, as duas novas escolas interculturais integrarão o “Programa Escola Pra Vida”, que ampliará em 120% o número de unidades de ensino em tempo integral no estado do Rio de Janeiro. Pedro também falou que além das duas novas escolas interculturais, a Seeduc fará parcerias para que sejam ofertados cursos profissionalizantes voltados à vocação regional, o que aumentará as chances de emprego qualificado para os estudantes.

“Com isso, tendo como base os dados do Censo de 2018, o Rio de Janeiro sairá da 10ª posição e passará a ser o estado com a terceira maior cobertura percentual de escolas com turmas de horário integral”, disse o secretário.

Educação: intercâmbio com México e Equador em São Gonçalo

México e Equador serão os países que farão parte do intercâmbio cultural e educacional, respectivamente, nos Cieps 413 - Adão Pereira Nunes e Ciep 309 - Zuzu Angel, ambos localizados em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. 

Atualmente, quatro unidades são contempladas com o programa, entre elas o Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Sousa – Intercultural Brasil-China – e o Ciep 449 – Governador Leonel de Moura Brizola – Intercultural Brasil-França. Localizadas no bairro de Charitas, em Niterói, as escolas são integrais e, além do ensino da língua estrangeira, há um foco maior em uma determinada área do conhecimento.

É a partir do Inglês que o Mandarim, idioma oficial da China, é ensinado no Colégio Matemático Joaquim Gomes de Sousa. Essas aulas são ministradas por professores chineses e as demais disciplinas do currículo comum dialogam com o conteúdo da língua estrangeira, o que proporciona a interdisciplinaridade. A unidade também desenvolve o aprendizado das Ciências Exatas. 

O intercâmbio cultural vai além dos muros: alunos e professores têm a oportunidade de participar de ações como o Summer Camp, um curso de verão em território chinês. Vinicius Joshua, de 16 anos, faz parte do grupo que viajou, em junho deste ano, para a China e passou 20 dias no oriente. A experiência foi, na visão do estudante, determinante para a escolha da carreira profissional.

“Os chineses são muito receptivos com os estrangeiros e gostaram de tirar fotos conosco. O bacana foi ter contato com os nativos e ver que conseguimos nos comunicar com eles. Percebi alguns hábitos da cultura deles, como serem muito pontuais e terem o tempo certo para fazer tudo. Eu já tinha uma certa vontade, mas depois da viagem, decidi que quero mesmo cursar faculdade na China para fazer Relações Internacionais. Meu desejo é trabalhar com traduções em empresas”, explicou Vinicius, que está no 2º ano, e visitou o país pela primeira vez.

Embora tenha garantido vaga para outros colégios para cursar o Ensino Médio, Kamily Assis escolheu estudar no Colégio Matemático Joaquim Gomes de Sousa porque no local a estudante uniu os dois elementos que mais gostava: a Matemática e o Mandarim. Moradora de Itaboraí, Kamily também participou da quarta edição do Summer Camp e voltou diferente da viagem.

“Acho que toda a experiência nos torna mais maduros. Voltei da China mais focada e dedicada aos estudos. Também tenho desejo de conseguir a bolsa de estudos para cursar a faculdade fora do Brasil”, afirmou a aluna, de 15 anos.

A professora chinesa Junke Wang chegou em março deste ano à unidade e tem gostado da interação com os estudantes brasileiros, que são descritos por ela como animados e bem entusiasmados com o idioma.

“Durante as aulas, tento passar um pouco da nossa cultura, principalmente sobre os famosos festivais chineses e a tradicional comida. Sinto que eles têm um apreço pelo meu país e ficam motivados em conhecer e saber cada vez mais. Acho que a adolescência é um ótimo período para aprender outra língua e eles estão tendo esta oportunidade”, falou Junke, que conta com o auxílio de uma professora de Inglês para intermediar a comunicação.

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