Seminário empodera mulheres para o empreendedorismo em Maricá Fotos: Evelen Gouvea / Divulgação PMM

Seminário empodera mulheres para o empreendedorismo em Maricá

O empreendedorismo feminino deu a tônica das atividades no Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU) nesta sexta (09). O local recebeu a primeira edição do seminário ‘Ela Pode’ realizada em Maricá. A iniciativa, promovida pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), contou com oito horas de imersão em temas relevantes para o empreendedorismo feminino como: liderança, comunicação, redes de apoio, marca pessoal, autoimagem, negociação, relação com o dinheiro e ferramentas digitais.

O seminário, que foi adaptado para que acontecesse em apenas um dia (originalmente são dois), tem como objetivo empoderar a mulher para o empreendedorismo, dando a ela, ainda, conhecimento para que tenham controle total sobre suas vidas. "Este programa foi lançado para alcançar mulheres em situação de vulnerabilidade social, econômica e emocional, mulheres que precisão encontrar um caminho que nem sempre se apresentam no ambiente onde elas estão", afirma Maria José, multiplicadora do programa.

"Quando fazemos este tipo de capacitação, estamos dando condições para que elas possam enxergar suas próprias condições. O importante é que saiam daqui ativadas, fortalecidas para encontrar seus pontos fortes e fracos, sabendo que nós todas fazemos parte de uma grande rede de apoio", acrescentou Maria. "O que fazemos aqui, é preparar o terreno para que a semente do negócio possa ser lançada", explicou a também multiplicadora do programa, Inês Rocha.

Para a coordenadora de Políticas para as Mulheres, Luciana Piredda, este é um passo muito importante para que algumas mulheres consigam romper com ciclos de violência. "Quando falamos do enfrentamento à violência trabalhamos um tripé composto pela proteção, pela assistência na rede local e pela criação de mecanismos que façam com que essa mulher consiga se colocar no mercado de trabalho, porque uma das questões que mais a prendem em um ciclo de violência é a dependência econômica", afirmou.

A administradora Lídia Cruz teve que parar de trabalhar por 10 anos após o nascimento dos filhos. Ela foi uma das responsáveis pela realização do ‘Ela Pode’ na cidade. “Para voltar ao mercado de trabalho, comecei a vender doces e cestas de café da manhã, com isto, percebi a dificuldade que as pessoas que trabalham em casa encontram na hora de precificar seus produtos. Fui buscar especializações e agora começo um trabalho nesta área. Participei do ‘Ela Pode’ no Rio, e lá eu pude visualizar que as mulheres têm um bom material, muita vontade de trabalhar, mas a maioria não tem conhecimento administrativo e de marketing. E aqui nós aprendemos um pouco sobre isso”, ressaltou.

“Sou o tipo de pessoa que quer sempre conhecer coisas novas e aprender. Trabalho com costura e pretendo virar empreendedora nesta área. Espero colocar tudo aquilo que foi passado aqui em prática”, disse a moradora de Itaipuaçu, Antônia Eliana, que participou do seminário e pode somar experiências através do seminário.

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