Policiais civis da 14ª DP (Leblon) prenderam, nesta sexta-feira (5), José Luiz Gonçalves, investigado por exercer ilegalmente a medicina e realizar procedimentos clandestinos de interrupção da gravidez em uma clínica localizada na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
A prisão foi resultado de uma investigação iniciada após a morte de uma mulher e as lesões gravíssimas sofridas por uma segunda paciente, ambas submetidas a procedimentos realizados pelo suspeito.
Segundo a Polícia Civil, as diligências conduzidas pela equipe da 14ª DP permitiram identificar a autoria dos crimes e reunir elementos que fundamentaram o pedido de prisão temporária de José Luiz Gonçalves, além de mandados de busca e apreensão em imóveis utilizados para a prática criminosa. As medidas foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta sexta-feira.
A operação foi coordenada pela delegada titular da 14ª DP, Dra. Cristina Uchôa. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram e prenderam o investigado em sua residência, no bairro de Benfica.
As investigações apontam que José Luiz Gonçalves não possuía formação médica, mas realizava procedimentos em uma clínica estruturada na Barra da Tijuca. Apesar da aparência de regularidade do estabelecimento, os policiais constataram que os atendimentos eram realizados em condições extremamente precárias.
De acordo com a apuração, o falso médico não possuía equipamentos cirúrgicos adequados nem materiais básicos para atendimento de emergência. Ainda segundo os investigadores, ele chegava a utilizar papel toalha durante os procedimentos, colocando em risco a vida e a integridade física das pacientes.
Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais cirúrgicos e medicamentos relacionados à prática de abortos ilegais. Na residência do investigado, os policiais também encontraram munições de calibre .38.
Diante da apreensão, José Luiz Gonçalves foi autuado em flagrante por posse ilegal de munição, além de responder pelos crimes apurados no decorrer da investigação.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar possíveis outras vítimas e apurar a extensão da atuação do suspeito. Os agentes também buscam esclarecer há quanto tempo os procedimentos eram realizados e se outras pessoas participavam da atividade criminosa.




















