spot_imgspot_img

Leia a nossa última edição #95

spot_img
spot_imgspot_img
spot_img

Eclipse lunar quase total encanta observadores e transforma Lua em tom avermelhado

Mais lidas

A madrugada desta sexta-feira (28) foi marcada por um dos fenômenos astronômicos mais impressionantes de 2026: um eclipse lunar parcial quase total, que levou a sombra da Terra a encobrir 96,2% do disco da Lua. Na fase de maior cobertura, o satélite adquiriu a característica coloração avermelhada conhecida popularmente como “Lua de Sangue”.

O fenômeno começou ainda na noite de quinta-feira (27) e avançou pela madrugada. No Rio de Janeiro, porém, a observação direta foi prejudicada pela nebulosidade e pela chuva em diferentes pontos da cidade.

Para evitar que o mau tempo impedisse o acompanhamento do eclipse, o Observatório Nacional (ON) realizou uma transmissão ao vivo pelo programa O Céu em sua Casa: observação remota. Telescópios de astrônomos parceiros instalados em diferentes regiões do Brasil enviaram imagens do eclipse a partir de locais onde as condições meteorológicas permitiam uma observação mais clara.

Por que a Lua ficou vermelha?

O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre o satélite natural.

A tonalidade avermelhada aparece principalmente quando a Lua entra na umbra, a região mais escura da sombra terrestre. Embora a luz direta do Sol seja bloqueada, parte da luz solar atravessa a atmosfera da Terra. Nesse processo, as cores azuladas são mais espalhadas, enquanto os tons vermelhos e alaranjados conseguem chegar à superfície lunar.

É um mecanismo semelhante ao que produz as cores avermelhadas do nascer e do pôr do Sol.

Quase toda a Lua ficou na sombra

O eclipse não chegou a ser totalmente lunar porque uma pequena parte do disco permaneceu fora da umbra. No momento máximo, às 1h13, pelo horário de Brasília, 96,2% da Lua estava coberta pela sombra mais escura da Terra.

O fenômeno passou pelas seguintes etapas:

22h24: início do eclipse penumbral, quando a Lua começa a perder discretamente o brilho;
23h34: início do eclipse parcial, quando a sombra mais escura começa a avançar sobre o disco lunar;
1h13: momento máximo, com 96,2% da Lua encoberta pela umbra;
2h52: fim da fase parcial;
4h02: encerramento do eclipse.
Eclipse também ajuda a estudar a atmosfera da Terra

Além do espetáculo visual, os eclipses lunares têm importância científica. A luz que atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a Lua carrega informações sobre as características da própria atmosfera.

Por isso, a observação de eclipses pode contribuir para estudos relacionados à atmosfera terrestre, à propagação da luz e à interação entre a radiação solar e o ambiente ao redor do planeta.

O fenômeno desta madrugada também mostrou como a observação astronômica pode superar as limitações impostas pelo clima. Mesmo com o céu encoberto no Rio, as imagens captadas por telescópios em outras partes do país permitiram acompanhar em detalhes a transformação da Lua ao longo da noite.

Quando será o próximo?

Quem perdeu o eclipse desta madrugada terá que esperar algum tempo para acompanhar outro fenômeno lunar de grande cobertura visível a partir do Brasil. O próximo eclipse lunar com grande área de cobertura observável no país está previsto para janeiro de 2028.

Já um eclipse lunar totalmente visível no Brasil, com a Lua entrando integralmente na umbra da Terra, está previsto para junho de 2029.

Transmissão garantiu imagens mesmo com chuva no Rio

Assim como ocorreu no eclipse solar no início do mês, veículos de comunicação puderam retransmitir gratuitamente a cobertura do eclipse lunar, feita no canal do YouTube do Observatório Nacional. A transmissão foi possível graças a uma rede de astrônomos profissionais e amadores e instituições parceiras de diferentes regiões do país, que disponibilizaram imagens captadas por seus telescópios.

A estratégia permitiu que o público acompanhasse o fenômeno mesmo com o tempo fechado no Rio de Janeiro, onde fica a sede do Observatório Nacional (ON).

A transmissão foi conduzida pela astrônoma Dra. Josina do Nascimento, gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência (DICOP). Ao longo da madrugada, especialistas e parceiros participaram da live com análises, explicações e comentários sobre o eclipse.

Entre os participantes estiveram representantes da Graviton Scientific Society de Teresina (PI), Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Seara da Ciência, Planetário Rubens de Azevedo, Clube de Astronomia de Nova Friburgo (CANF), Clube de Astronomia de Brasília (CASB), Astronomia ao Vivo, Olhar Digital, ImaginAstro, Astronomia na Rua e Projeto Céu Profundo, além de astrônomos de Sinop (MT).

Durante a transmissão, a equipe também interagiu com o público pelo chat, respondendo dúvidas e explicando as diferentes etapas do eclipse e outros aspectos da observação do céu noturno.

spot_imgspot_img
spot_imgspot_img
spot_imgspot_img
spot_imgspot_img
spot_imgspot_img
spot_imgspot_img

Últimas notícias

spot_imgspot_img
spot_imgspot_img
spot_imgspot_img