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Jornalismo brasileiro perde Zuenir Ventura, escritor e imortal da ABL

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O jornalista, escritor e cronista Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Autor de livros que se tornaram referências do jornalismo brasileiro, ele era ocupante da Cadeira 32 da Academia.

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, em 1º de junho de 1931, Zuenir construiu uma carreira de mais de seis décadas na imprensa. Passou por veículos como Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Em 1999, tornou-se colunista de O Globo.

Também atuou como professor universitário, com passagens pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ).

Na literatura, Zuenir ficou marcado principalmente por livros-reportagem que abordaram períodos e temas importantes da história recente do país. Entre eles estão “1968: O ano que não terminou”, lançado em 1988, “Cidade partida”, de 1994, e “Chico Mendes: crime e castigo”, publicado em 2003.

“1968: O ano que não terminou” tornou-se uma das obras mais conhecidas do jornalista e retratou a efervescência política e cultural daquele período. O livro também serviu de inspiração para a minissérie “Anos Rebeldes”.

Já “Cidade partida” abordou a violência e a desigualdade social no Rio de Janeiro a partir da realidade de Vigário Geral. A obra recebeu o Prêmio Jabuti em 1995.

Zuenir também publicou títulos como “Inveja: Mal Secreto”, “Minhas Histórias dos Outros” e “Sagrada Família”. Pela reportagem sobre Chico Mendes, recebeu o Grande Prêmio Esso, segundo registro da própria ABL.

O jornalista foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014 e sucedeu Ariano Suassuna na Cadeira 32. A posse ocorreu em 2015.

Ao longo da carreira, Zuenir Ventura se consolidou como um dos nomes importantes do jornalismo literário brasileiro, aproximando reportagem, memória, análise social e literatura em obras que registraram diferentes momentos do país.

Nota do Governo do Rio de Janeiro

O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamenta profundamente a morte do jornalista, escritor e Imortal da Academia Brasileira de Letras, Zuenir Ventura, um dos grandes nomes da imprensa e da literatura brasileira.

Natural de Minas Gerais, ele construiu uma profunda ligação com o Rio de Janeiro. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo, na Região Serrana, onde começou a construir sua trajetória no estado que se tornaria cenário de parte importante de sua vida e obra.

Foram mais de seis décadas de carreira, com passagens por alguns dos principais veículos de comunicação do país, deixando uma contribuição marcante para o jornalismo, a literatura e a memória do país.

Neste momento de tristeza, o Governo do Estado do Rio de Janeiro se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores das obras de Zuenir Ventura.

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