O caso envolvendo a desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) no processo eleitoral ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (7), após os metadados do parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicarem o advogado Marcello Dias de Paula, que defende o ex-governador, como autor do arquivo.
O documento, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, defende a homologação da desistência do recurso apresentado por Garotinho. A medida pode levar à anulação definitiva dos votos recebidos pelo candidato e confirmar Douglas Ruas (PL) como governador eleito ainda no primeiro turno.
Metadados geram questionamentos
De acordo com os dados do arquivo digital, o parecer teria sido criado às 12h33 de 6 de outubro, com o nome de Marcello Dias de Paula registrado como autor. O documento, porém, foi anexado oficialmente ao sistema do TSE por Alexandre Espinosa às 14h06 do mesmo dia.
Espinosa negou ter utilizado qualquer documento produzido pela defesa de Garotinho. Segundo ele, não conhece o advogado e o registro do nome nos metadados pode ter ocorrido por um problema técnico, relacionado ao reaproveitamento ou à sobreposição de informações de um arquivo eletrônico anterior.
O advogado e o escritório responsável pela defesa de Garotinho também negaram participação na elaboração do parecer. A defesa afirma ainda que o conteúdo do documento contraria seus próprios interesses no processo, já que a PGE sustenta a manutenção da inelegibilidade do ex-governador.
O TSE informou que eventuais questionamentos sobre irregularidades no documento poderão ser analisados no curso do processo, caso sejam formalmente apresentados pelas partes.
Paes pede manutenção do segundo turno
Paralelamente, a coligação de Eduardo Paes (PSD) ingressou com uma ação no TSE para tentar impedir que Garotinho desista do recurso e garantir a realização do segundo turno para o governo do Rio de Janeiro.
A coligação considera que a controvérsia envolvendo os metadados do parecer aumenta os questionamentos sobre o caso e reforça, no TSE, o pedido para que a desistência de Anthony Garotinho não seja aceita.
















