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Mais de 100 organizações e Paradas LGBT+ articulam mobilização nacional pela democracia

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As maiores manifestações realizadas em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em defesa da democracia e dos direitos humanos foram marcadas pela exibição de uma gigantesca faixa do movimento LGBT+. A imagem deu visibilidade à participação da população LGBT+ nos atos e reforçou o protagonismo do movimento na mobilização nacional.

A presença de bandeirões com as cores do arco-íris também foi registrada em manifestações em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Brasília. As ações fazem parte de uma articulação nacional que reúne representantes de mais de 100 Paradas do Orgulho LGBT+ de todas as regiões do país, além de organizações e mandatos parlamentares ligados à defesa da diversidade.

A agenda conjunta foi definida na quarta-feira (14), com ações previstas até o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A iniciativa reúne a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), a Aliança Nacional LGBTI+, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), a Secretaria Nacional LGBTQIA+ da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades.

A mobilização integra a jornada “Construindo o Brasil do Orgulho”, organizada em três frentes: presença de bandeirões LGBT+ nos grandes atos públicos, atividades comunitárias nos territórios e uma campanha digital com a hashtag #OBrasilDoOrgulho. A proposta é ampliar a visibilidade das reivindicações da população LGBT+ e reforçar sua participação na defesa da democracia e dos direitos humanos.

Nas redes sociais, publicações das organizações envolvidas já ultrapassaram 2 milhões de visualizações, segundo os dados divulgados pela articulação. A iniciativa também busca fortalecer o trabalho de mobilização das Paradas do Orgulho LGBT+, que atuam durante todo o ano na organização social e na defesa de direitos.

Manifestação Brasília / Foto: Rodrigo Cabral

Representatividade política

A articulação ocorre em um cenário de crescimento da representatividade LGBT+ na política. De acordo com levantamento do Instituto Plena Cidadania/VoteLGBT citado pelas organizações, 35 parlamentares LGBT+ foram eleitos em 2026, contra 18 em 2022. As candidaturas somaram 10,7 milhões de votos, e a representação na Câmara dos Deputados passou de quatro para 13 cadeiras. O número de candidaturas LGBT+ chegou a 519, alta de 58,7% em relação à eleição anterior.

A mobilização também destaca a importância da participação eleitoral diante dos 33,4 milhões de eleitores que não compareceram ao primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eleitores que não votaram no primeiro turno podem participar do segundo, desde que estejam com a situação eleitoral regular.

Com ações nas ruas, nos territórios e nas plataformas digitais, a jornada “Construindo o Brasil do Orgulho” busca ampliar a presença política do movimento LGBT+ e destacar a participação da população na defesa de direitos e na definição dos rumos do país.

Faixa em Copacabana/ Foto: Errejota Notíciais
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