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Avanço da Mpox acende alerta das autoridades de saúde no Rio

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O estado do Rio de Janeiro já registra 211 casos confirmados de Mpox em 2026, número superior aos 119 contabilizados durante todo o ano passado. Na capital, são 167 confirmações. O avanço da doença preocupa as autoridades de saúde, principalmente após o aumento das notificações nos últimos meses.

Somente em setembro e outubro, a cidade do Rio de Janeiro contabilizou 74 casos: 45 em setembro e 29 em outubro. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados apenas dez casos, o que representa uma alta de mais de sete vezes.

Até o momento, dez pessoas estão internadas na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em decorrência da doença. Uma morte suspeita também está sob investigação epidemiológica.

Vacinação enfrenta falta de doses na capital

Outro ponto de preocupação é a falta de vacinas contra a Mpox na rede pública da capital fluminense. Diante do aumento dos casos, parlamentares e especialistas em saúde cobram do Ministério da Saúde a aquisição de novos lotes e o envio de doses para recompor os estoques.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece vacinação em massa contra a doença. A estratégia segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da infecção e indivíduos expostos ao vírus.

A Prefeitura do Rio confirmou que a capital está sem estoque de vacinas contra a Mpox. A Secretaria Municipal de Saúde mantém o monitoramento dos casos e oferece diagnóstico na rede pública. O deputado federal Daniel Soranz cobra do Ministério da Saúde a compra de novas doses e a ampliação da cobertura vacinal.

A vacinação é indicada para dois grupos principais:

  • Pré-exposição: pessoas vivendo com HIV/Aids em condições de imunossupressão e profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus, dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
  • Pós-exposição: pessoas que tiveram contato direto de médio ou alto risco com fluidos ou secreções de alguém com suspeita ou confirmação da doença. A recomendação é que a vacina seja administrada preferencialmente nos primeiros quatro dias após a exposição, podendo ser considerada até 14 dias, desde que não haja sintomas.

Ministério da Saúde monitora avanço da doença

O Ministério da Saúde afirma que o SUS está preparado para identificar, diagnosticar e tratar casos de Mpox. O acompanhamento epidemiológico é realizado continuamente em todo o país, por meio do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica.

A estratégia de controle inclui identificação dos casos, atendimento dos pacientes, isolamento durante o período de transmissão e monitoramento das pessoas que tiveram contato próximo com os infectados.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas, com a queda das crostas e a formação de uma nova camada de pele.

Também é recomendado evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis, pratos e talheres.

Sintomas e formas de transmissão

A Mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. O contato físico próximo, inclusive durante relações sexuais, é uma das formas frequentes de transmissão.

O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas também pode transmitir o vírus. A transmissão por secreções respiratórias pode ocorrer em situações de contato próximo e prolongado.

Entre os principais sintomas estão:

  • Lesões, feridas ou bolhas na pele, que podem aparecer no rosto, na boca, nos órgãos genitais e na região anal;
  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Mal-estar;
  • Aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.

Orientação é procurar atendimento médico

A recomendação das autoridades de saúde é que pessoas com febre, ínguas ou lesões suspeitas na pele procurem uma unidade de saúde para avaliação médica e realização de exames laboratoriais.

Até a avaliação, é importante evitar contato físico próximo com outras pessoas, não compartilhar objetos pessoais e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

A identificação precoce dos casos, o isolamento adequado e o acompanhamento dos contatos são medidas fundamentais para reduzir a transmissão e evitar o avanço da doença.

Mpox

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Os sintomas incluem feridas ou bolhas, febre, dores no corpo, ínguas e cansaço. O período de incubação varia de 5 a 21 dias. Não há tratamento específico amplamente disponível; os cuidados buscam aliviar os sintomas. Para prevenir o contágio, é importante evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e manter a higiene das mãos. A vacinação é indicada principalmente para grupos de maior risco

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