Niterói foi um dos cenários de gravação de “Dom de Iludir”, série que ocupa o primeiro lugar entre as produções mais assistidas da Netflix no Brasil nesta semana. A produção, dirigida por Mauro Mendonça Filho, conta com o ator paraense Phellipe Marques no elenco. Ele interpreta um policial civil do setor antissequestro.
Natural de Belém (PA), Phellipe se mudou para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades na carreira artística. No início, enfrentou dificuldades financeiras e chegou a trabalhar como motorista de aplicativo para manter as despesas. Agora, comemora a repercussão de seu trabalho em uma produção que alcançou o topo da plataforma de streaming.
“Eu costumo dizer que cada participação é uma conquista, um novo degrau que a gente sobe na construção de uma carreira. Não é simples deixar sua terra, suas referências, chegar a uma cidade como o Rio de Janeiro sem conhecer os profissionais do mercado e, principalmente, sem que eles conheçam você. É preciso construir tudo praticamente do zero, conquistar confiança, demonstrar competência e, acima de tudo, resistir às dificuldades que aparecem pelo caminho”, conta.
A participação em “Dom de Iludir” é mais um trabalho de destaque na trajetória do ator, que também integrou o elenco de “Man on Fire”, produção internacional da Netflix gravada no México, em 2024, na qual contracenou com Alice Braga.
Na série atual, Phellipe teve o desafio de construir um personagem convincente em uma participação pontual. Para isso, recorreu à experiência no teatro e à observação do comportamento de profissionais que exercem funções de autoridade.
“O desafio não é simplesmente vestir a roupa de um policial, mas fazer com que o espectador acredite naquele homem, mesmo que ele apareça por pouco tempo. É um exercício de síntese, de construir uma identidade convincente em poucas cenas. E isso exige do ator experiência, sensibilidade e capacidade de transformar suas referências em verdade diante das câmeras”, explica.
Um episódio dos bastidores também marcou a participação. Durante o teste, Phellipe recebeu a orientação de apresentar uma versão mais carioca do personagem e incorporou expressões locais ao texto. A escolha contribuiu para sua aprovação, mas, no dia da gravação, o diretor percebeu que algumas falas estavam diferentes do roteiro original.
“Ele olhou para o roteiro, olhou para mim e disse, surpreso: ‘Peraí, nada do que tu disseste está aqui!’. Comecei a rir, e ele, com firmeza, mas também de maneira muito acolhedora, explicou que qualquer alteração precisava passar primeiro pela direção”, relembra.
Para o ator, participar de uma série que lidera o ranking da Netflix no país representa mais um reconhecimento em uma carreira construída entre testes, negativas e novas oportunidades.
“Nossa profissão é marcada por muitas incertezas. Existem momentos em que recebemos tantos nãos que acabamos questionando até nossa própria capacidade. Por isso, quando uma produção reconhece o seu trabalho e escolhe você entre tantos profissionais talentosos, existe ali uma validação muito importante”, destaca.
As gravações em Niterói também colocam a cidade em evidência no cenário audiovisual. Para Phellipe, que deixou Belém para tentar uma carreira na televisão e no cinema, a participação na série representa a continuidade de um projeto profissional construído ao longo dos anos.
“Existe algo muito especial em poder exercer a profissão que você escolheu por amor, ser reconhecido por ela e receber uma remuneração justa pelo seu trabalho. Para mim, essa combinação representa a realização de um sonho”, conclui.

O MAC na trama da série
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) é um dos cenários de “Dom de Iludir”. O espaço foi utilizado pela produção em gravações da série, que tem entre as protagonistas Lúcia Rossetti (Marieta Severo), uma socialite e colecionadora de arte da elite carioca.
Elenco de estrelas
A série reúne nomes conhecidos da televisão brasileira em uma trama de melodrama e suspense ambientada na elite do Rio de Janeiro. A história envolve um golpe milionário, com roubo de obras de arte e falsas curas espirituais.
Núcleo Rossetti – A elite
- Marieta Severo – Lúcia Rossetti, socialite e colecionadora de arte.
- Alice Wegmann – Maíra Rossetti, filha de Lúcia, que enfrenta uma doença misteriosa.
- Jonas Bloch – Frederico Rossetti, patriarca falecido da família.
- Felipe Camargo – Orlando Bernardes, advogado dos Rossetti.
- Laila Garin – Sandra, empregada da família.
- Hamilton Dias – Jorge, motorista.
- José Mata – Dante, ex-namorado de Maíra.
Núcleo Petrov – Os golpistas
- Nanda Costta – Irina Petrov, terapeuta e curandeira espiritual envolvida no golpe.
- José de Abreu – Bóris Petrov, mentor do esquema de fraudes.
- Luciana Paes – Bárbara Petrov.
- Rui Ricardo Diaz – Nilo Souza Petrov.
- Laura Vick – Tati.
- Giovanna de Jesus – Natália.
Núcleo policial
- Allan Souza Lima – Diego Cruz, policial civil.
- Heloisa Jorge – Elaine Gontijo, policial civil.
- Phellipe Marques – policial civil do setor antissequestro. O ator paraense tem participação pontual, com destaque na reta final da trama.

















