O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) agendou uma nova audiência de conciliação, as 11h, desta terça-feira (30), para tentar solucionar o impasse entre rodoviários e empresas de transporte.
A categoria reivindica reajuste salarial, com piso de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados. Os trabalhadores também pedem aumento no vale-alimentação e a adoção da jornada de trabalho em escala 5×2.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a expectativa é que a reunião resulte em uma proposta capaz de encerrar a paralisação, considerada legal pela Justiça.
“Esperamos sinceramente que amanhã o TRT já defina essa situação para que os usuários não continuem sendo prejudicados. O fato de a Justiça reconhecer a legalidade da greve é uma grande vitória para a categoria, pois demonstra o reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, como salários defasados, falta de estrutura nos terminais e o aumento da violência”, afirmou.
Após a audiência, os rodoviários realizarão uma nova assembleia para avaliar uma eventual proposta apresentada durante a negociação.
O presidente do sindicato afirmou ainda que a entidade enfrenta dificuldades para cumprir a determinação da Justiça de manter parte da frota em circulação. Segundo ele, foram enviados ofícios ao Rio Ônibus, à Prefeitura do Rio e aos consórcios solicitando a escala dos profissionais que deveriam trabalhar durante a greve, mas, até o momento, não houve resposta.
“Estamos tendo um problema para cumprir a determinação judicial porque solicitamos oficialmente a escala dos trabalhadores que deveriam operar durante a paralisação. Até a madrugada e também nas primeiras horas da manhã não recebemos nenhuma informação. Se não estamos conseguindo colocar 50% da frota nas ruas, isso não é responsabilidade do sindicato”, declarou Sebastião José.
Em nota, o sindicato patronal Rio Ônibus informou que todas as garagens permaneceram abertas desde o início da paralisação para permitir a saída dos coletivos e garantir o cumprimento da decisão judicial.
A entidade afirmou que, em razão do jogo da Seleção Brasileira, já havia uma programação de redução da frota definida pela Prefeitura do Rio e informou que cerca de 900 ônibus circulavam pela cidade durante a manhã. O Rio Ônibus também denunciou que mais de 40 veículos foram vandalizados durante a greve.
Por fim, os consórcios fizeram um apelo para que motoristas e demais rodoviários retornem às garagens e retomem a operação normal do sistema o mais rapidamente possível, a fim de minimizar os impactos para a população.




















