O comércio eletrônico brasileiro atingiu em 2025 o maior faturamento de sua história. O setor movimentou R$ 295,6 bilhões ao longo do ano, um crescimento de 20% em relação a 2024. Os dados fazem parte da pesquisa Radiografia do Comércio Eletrônico de 2026, realizada pela FecomercioSP.
O resultado representa um crescimento de 429% em uma década e mostra o avanço das vendas digitais no país. Em 2025, o e-commerce já correspondia a 6,5% de todo o varejo físico nacional.
Logística e pequenas empresas impulsionam crescimento
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho recorde está a expansão da estrutura logística. A criação de novos centros de distribuição e hubs regionais ajudou a reduzir prazos de entrega e custos de frete, tornando as compras pela internet mais acessíveis e rápidas.
Outro destaque foi a participação das pequenas e médias empresas. O comércio eletrônico deixou de ser concentrado apenas nas grandes companhias e passou a fazer parte da estratégia de negócios de uma parcela cada vez maior dos pequenos empreendedores.
Em 2016, apenas 3,6% das empresas do Simples Nacional realizavam vendas pela internet. Em 2025, o percentual chegou a 34%.
Brasileiros ampliam compras pela internet
A mudança no comportamento dos consumidores também ajudou a explicar o crescimento do setor. As compras online passaram a incluir cada vez mais produtos de uso cotidiano e itens de menor valor, além dos tradicionais bens duráveis.
Os smartphones lideraram o faturamento entre os produtos pesquisados, com R$ 10,3 bilhões. Na sequência aparecem os livros, com R$ 9,5 bilhões, e os suplementos alimentares, que movimentaram R$ 6,6 bilhões.

Rio de Janeiro movimenta R$ 13,77 bilhões
O Estado do Rio de Janeiro movimentou R$ 13,77 bilhões em vendas pelo comércio eletrônico em 2025. O resultado colocou o estado na sexta posição entre os maiores mercados de e-commerce do país, com participação de 4,7% do faturamento nacional.
Confira os seis estados com maior faturamento:
| Posição | Estado | Faturamento | Participação |
|---|---|---|---|
| 1º | São Paulo | R$ 165,03 bilhões | 55,8% |
| 2º | Minas Gerais | R$ 37,99 bilhões | 12,9% |
| 3º | Santa Catarina | R$ 18,40 bilhões | 6,2% |
| 4º | Espírito Santo | R$ 15,75 bilhões | 5,3% |
| 5º | Paraná | R$ 14,07 bilhões | 4,8% |
| 6º | Rio de Janeiro | R$ 13,77 bilhões | 4,7% |
Fonte: Radiografia do Comércio Eletrônico de 2026/FecomercioSP.
Reforma Tributária pode mudar mapa do e-commerce
A distribuição regional das vendas também poderá passar por mudanças nos próximos anos com a implementação da Reforma Tributária.
Com a nova sistemática, a cobrança dos tributos sobre o consumo será direcionada ao destino da operação, ou seja, ao local onde está o consumidor, e não mais concentrada na origem da empresa.
A alteração poderá reduzir parte da concentração atual das vendas digitais em estados como São Paulo e aumentar a importância da infraestrutura logística regional. Estados e municípios poderão buscar novos investimentos em rodovias, centros de distribuição e hubs de entrega para atender ao crescimento do consumo online.
O cenário indica que, além de continuar crescendo em volume, o comércio eletrônico brasileiro poderá passar por uma nova transformação na distribuição geográfica das operações.


















