As manifestações em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganharam força no Rio de Janeiro após os atos de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), na segunda-feira (6). Seis dias depois, no feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, milhares de pessoas participaram de mobilizações na capital fluminense, com atos em Copacabana e na Lapa, além de atividades em outros pontos do estado.
Na Zona Sul, o principal ato ocorreu na orla de Copacabana, com concentração na altura do Posto 5, a partir das 13h. Os manifestantes seguiram pela Avenida Atlântica em direção à Praça do Lido, no Posto 2. A mobilização reuniu movimentos estudantis, sindicalistas, torcidas organizadas de clubes de futebol, artistas e famílias, com bandeiras, roupas vermelhas e cartazes contra o senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
Entre as lideranças políticas presentes estavam as deputadas federais Benedita da Silva (PT) e Jandira Feghali (PCdoB), além de Monica Benicio (PSOL) e Marcelo Freixo (PT). Lula não participou dos atos no Rio e permaneceu em Brasília.
Na Lapa, na região central, a manifestação teve forte participação de sambistas, trabalhadores do carnaval, artistas de diferentes vertentes da Música Popular Brasileira (MPB), representantes de escolas de samba e blocos carnavalescos. Rodas de samba e apresentações culturais marcaram o encontro, que reuniu diferentes setores ligados à cultura e aos movimentos populares em defesa da democracia. Torcidas organizadas de clubes de futebol também participaram das mobilizações.
Além da capital, houve atividades políticas e mobilizações em outros municípios e bairros, incluindo Niterói, com concentração na Praça da Cantareira, a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, e a Praça dos Estudantes, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Disputa presidencial
Os atos ocorreram após o primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, e tiveram como objetivo demonstrar a capacidade de mobilização da esquerda e ampliar o apoio à candidatura de Lula para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
As manifestações também deram sequência à mobilização nacional da campanha, um dia após um protesto realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. No Rio, a presença de estudantes, movimentos sociais, artistas, representantes do carnaval e torcidas organizadas ampliou a diversidade dos grupos envolvidos nos atos.
Onda vermelha tomou ruas, bares e restaurantes
Além da orla de Copacabana, milhares de pessoas ocuparam as ruas do entorno do bairro, movimentando bares e restaurantes. Na Lapa, a onda vermelha também tomou conta das ruas do distrito cultural, com grande circulação de manifestantes por vias, praças, bares e restaurantes. A mobilização ampliou a presença dos atos para além dos pontos principais de concentração, levando o clima das manifestações a diferentes espaços da cidade.

















