O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta terça-feira (03) que vai iniciar um movimento para pedir à Justiça Eleitoral a realização de um segundo turno na eleição para o governo do estado. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele voltou a questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou Douglas Ruas eleito ainda no primeiro turno, após a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho.
Esta foi a primeira manifestação pública de Paes sobre a mobilização, que já vinha sendo defendida por apoiadores. Segundo o ex-prefeito, a população fluminense teria manifestado interesse na realização de uma segunda etapa da disputa.
Paes afirmou que decidiu não comentar o assunto anteriormente para evitar interferências no período eleitoral. Ele também declarou que, desde o início da campanha, questionava a participação de Garotinho na disputa, em razão da situação jurídica do registro de candidatura.
O PSD já acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). O partido contesta a interpretação do TSE que determinou a exclusão dos votos recebidos por Garotinho, que concorreu com o registro de candidatura indeferido.
Inicialmente, o candidato mais votado recebeu 49,27% dos votos destinados aos concorrentes, percentual que levou à previsão de um segundo turno. No entanto, após a anulação definitiva dos 274.411 votos de Garotinho, o percentual subiu para 50,88%, permitindo que Douglas Ruas fosse proclamado eleito no primeiro turno.
Na ação apresentada ao STF, o PSD argumenta que a exclusão dos votos após a votação não deveria modificar a necessidade de uma segunda etapa eleitoral. A legenda sustenta que a medida viola princípios como a soberania popular, o direito ao voto e a segurança jurídica.
O partido também solicitou uma decisão liminar para suspender os efeitos da retotalização dos votos e restabelecer a realização do segundo turno, que estava inicialmente previsto para 25 de outubro.
















