Flexibilização da quarentena acontecerá de acordo com vagas disponíveis de UTI, afirma Witzel

Foto: Arquivo / Fernando Frasão / Agência Brasil

Durante entrevista para a CNN Brasil e em postagens nas redes sociais, o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou que não há data prevista para a flexibilização da quarentena no estado. Segundo Witzel, ela só acontecerá quando 30% dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) estiverem disponíveis.

“Estamos com taxa de ocupação de UTI acima de 70%. Nossos esforços para a abertura dos hospitais de campanha tem sido grande mas, nesse momento, os indicadores que escolhemos para fazer a flexibilização da quarentena não estão sendo atendidos. Estamos conversando com os seguimentos, mas enquanto não abrirmos os hospitais de campanha, vai ser difícil fazer aberturas para colocar mais gente na rua”, disse Witzel à CNN.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 85% dos leitos de UTI no estado estão ocupados com pacientes de todas as doenças, inclusive Covid-19. Apenas duas unidades em todo o estado ainda possuem leitos exclusivos para o combate ao Coronavírus disponíveis; trata-se do Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, e o Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Atualmente, são atualmente 2.347 internados.

Para o governador, não dá pra flexibilizar sem se atentar a algumas medidas. “A saída do isolamento social deve ser feita de maneira responsável. Reabrir o comércio agora pode aumentar ainda mais o número de casos”, pontuou.

Witzel afirmou que, para determinar a saída do isolamento social no estado, os hospitais de campanha precisam estar prontos. “Os hospitais de campanha serão de muita importância no combate ao coronavírus. Não podemos ter o fim da quarentena sem os hospitais de campanha”, escreveu o governador em postagem no Twitter.

Intersetorialidade – O governador também afirmou que está conversando com outros setores acerca da flexibilização. O transporte público, por exemplo, é uma das principais preocupações. “Precisamos, por exemplo, resolver o problema de lotação no transporte público. Tudo será feito de forma estudada e ordenada”, destacou.

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