O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (30), a ampliação da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNSUS) com a criação de oito novas bases operacionais distribuídas pelas cinco regiões do país. A medida faz parte de um pacote de ações para fortalecer a resposta do SUS diante de desastres naturais e eventos climáticos extremos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a descentralização permitirá que equipes especializadas cheguem a qualquer emergência em até 12 horas e iniciem ações de resposta nas primeiras 72 horas, período considerado decisivo em situações de crise.
“As bases descentralizadas aumentam em 20 vezes a capacidade de pronta resposta, com profissionais capacitados, equipamentos e estruturas mais próximas dos territórios”, afirmou o ministro.
As novas unidades serão implantadas até 2027, incluindo bases em Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ), além de outras regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As equipes contarão com viaturas, drones, rádios, comunicação via satélite e equipamentos para atuação em áreas de difícil acesso.
Além da expansão da Força Nacional do SUS, o Ministério lançou os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), que serão instalados em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Santarém (PA) e na Bahia. Os centros vão integrar dados epidemiológicos, climáticos e socioeconômicos para monitorar riscos em tempo real e apoiar a emissão de alertas.
Outra novidade é o Painel Nacional de Monitoramento e Previsão de Excesso de Calor e Equidade em Saúde, ferramenta que disponibiliza previsões diárias para os 5.570 municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência. O sistema cruza informações meteorológicas e indicadores sociais para identificar áreas mais vulneráveis e orientar ações preventivas.
O pacote integra o AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado durante a COP30. O programa prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com investimento de R$ 9,8 bilhões para adaptar a estrutura do SUS aos impactos das mudanças climáticas.
Também foi anunciada a seleção de 197 projetos da nova edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), voltados ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. Com investimento de R$ 266 milhões, a iniciativa contempla 12,6 mil bolsas e terá projetos em todos os estados, incluindo 39 na Amazônia Legal.
O Ministério da Saúde alertou ainda que as projeções climáticas para 2026 e 2027 indicam aumento do risco de secas, queimadas, ondas de calor, enchentes e deslizamentos em diferentes regiões do país. Diante desse cenário, a pasta reforça a importância de medidas preventivas, como hidratação frequente, redução da exposição ao sol nos horários mais quentes e atenção especial a idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.




















