Itaboraí cobra obras para acabar com gargalos no Trevo de Manilha

A execução das obras para solucionar de forma definitiva com o congestionamento do Trevo de Manilha, no entroncamento da BR-101 (Niterói-Espírito Santo), BR-493 (Magé-Manilha) e a RJ-104 (Niterói-Manilha, via Tribobó), em Itaboraí, foi exigida formalmente pelo prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli à Agência Nacional de Transporte de Terrestres (ANTT), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e a Secretaria de Estado de Transportes.

A solicitação foi feita durante a Audiência Pública por videoconferência da nova concessão da Rodovia CRT, que engloba a rodovia Rio/Teresópolis e a duplicação da BR-493 e trechos de outras rodovias federais. Além do trânsito, foram discutidas ações para evitar assaltos e arrastões nas estradas que cortam o município.

“Estamos adotando uma postura proativa para resolver o maior gargalo do Rio de Janeiro, que é o Trevo de Manilha e facilitar a mobilidade nas rodovias federais e estaduais que atendem o nosso município, o Leste Fluminense e o interior do estado. Estamos certos de que a parceria com a (ANTT) e o secretário estadual (Transportes) vai gerar bons frutos e beneficiará a população. Vamos trabalhar para acabar de uma vez por todas a dificuldade de Manilha até o Trevo do Varandinha”, disse de forma incisiva o prefeito de Itaboraí.

O Trevo de Manilha recebe o fluxo muito grande da BR-101 (Niterói-Manilha), BR-493 (Magé-Manilha) e a RJ-104 (Niterói-Manilha, via Tribobó). O estreitamento nas vias provoca congestionamento diariamente e, principalmente, nos finais de semana, quando é registrado em direção ou voltando do interior do estado. Pelo local também trafegam muitos caminhões de carga, devido ser ponto estratégico logístico de transporte.

“O projeto tem alça ligando a rodovia BR-493 direto à BR-101. Esse colapso é o resultado da ausência do poder público nos últimos anos. A gente precisa construir um ‘transpasse’ sobre a BR-101 para solucionar esse problema crônico do Trevo de Manilha. Não dá para que um projeto de concessão de 30 anos não contemple o que é chamado pelo secretário estadual de Transportes, de maior gargalo no trânsito do estado do Rio. Já fizemos ofícios para o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas e para os representantes da (ANTT) com informações mais técnicas”, afirmou Marcelo Delaroli.

As condições das estradas, em especial da BR-493, é uma das maiores preocupações dos motoristas e na travessia dos pedestres itaboraienses que movimentam a economia da Região Metropolitana e do interior do estado. Nos dias de maior movimento os condutores demoram horas para cruzar o Trevo de Manilha por causa dos enormes e constantes engarrafamentos.

Já na BR-101, Marcelo Delaroli questionou a paralisação das obras da terceira faixa do trecho da Niterói-Manilha. A concessionária Arteris Fluminense prometeu que as intervenções faziam parte da ampliação da rodovia que liga Manilha ao Barreto. O projeto previa a implantação de uma terceira faixa em cada sentido junto ao canteiro central no trecho de 23 quilômetros de rodovia em ambos os sentidos da via, totalizando 46 quilômetros de novas pistas.

A previsão da conclusão seria em abril deste ano, mas os canteiros encontram-se abandonados e sem prazo para acabar. Com a paralisação há meses das obras de ampliação da Niterói-Manilha, a BR-101, os engarrafamentos continuam frequentes na via. “Esta rodovia é fundamental para todo nosso estado, especialmente para Itaboraí e toda região. Já sofremos muito com todo este atraso”, acrescentou o chefe do Executivo.

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