A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o lutador de muay thai Cristiano Gonçalves Figueira, de 31 anos, pode ter sido morto por engano, após ser confundido com o homem que teria agredido o filho do atirador. Cristiano foi assassinado a tiros dentro de um bar em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, na noite de domingo (27). O corpo do atleta foi sepultado na tarde de segunda-feira (28), no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, também na Zona Norte.
Segundo testemunhas, o atirador teria ido ao local à procura do homem envolvido na agressão ao filho. Cristiano usava uma camiseta verde, mesma cor da roupa do verdadeiro alvo, e teria sido confundido pelo criminoso.
O lutador foi atingido por pelo menos três tiros à queima-roupa. Amigos ainda tentaram socorrê-lo e o levaram ao Hospital Estadual Carlos Chagas, mas ele não resistiu aos ferimentos.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com apoio inicial da 30ª DP (Marechal Hermes). A polícia analisa imagens de câmeras de segurança que registraram a ação. As gravações mostram o suspeito armado caminhando em direção a Cristiano e efetuando um disparo para o alto antes de atirar contra o atleta.
Os depoimentos colhidos até agora também apontam para a hipótese de vingança. A polícia tenta confirmar a dinâmica do crime, identificar o homem que seria o alvo original e localizar o autor dos disparos.
O suspeito fugiu após o assassinato e ninguém havia sido preso até a manhã desta terça-feira (29).
O velório de Cristiano começou às 13h de segunda-feira, e o sepultamento foi realizado às 15h30, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. Familiares, amigos e alunos prestaram homenagens ao lutador nas redes sociais.

















