O Governo do Estado do Rio definiu três projetos prioritários que poderão receber financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): a ligação do metrô entre Estácio e Praça XV, a expansão do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e a compra de helicópteros para as áreas de saúde e segurança pública.
A definição ocorreu em reunião realizada na última sexta-feira (21), entre o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Também participaram os secretários estaduais de Fazenda, Guilherme Mercês; da Casa Civil, Flávio Willeman; e de Saúde, Ronaldo Damião.
O encontro tratou ainda da renegociação da dívida do Estado com o banco e da retomada da possibilidade de novos financiamentos para projetos de desenvolvimento. O BNDES também vem estruturando uma carteira de projetos de mobilidade para a Região Metropolitana do Rio. O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, realizado em parceria com o Ministério das Cidades, reúne propostas de expansão e qualificação do transporte público para as principais regiões metropolitanas do país.
Expansão do Hupe
A ampliação do Hospital Universitário Pedro Ernesto prevê um novo complexo ambulatorial e um edifício hospitalar integrado à estrutura existente. O projeto inclui 22 novas salas cirúrgicas, com capacidade para mais de 17 mil cirurgias por ano, além de 80 leitos de terapia intensiva e 60 leitos de internação cirúrgica.
Atualmente, o hospital realiza cerca de 3.500 atendimentos ambulatoriais por dia, em 60 especialidades, e conta com aproximadamente 500 leitos. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
Metrô do Rio: cinco projetos de expansão avaliados pelo BNDES
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), apresentado pelo BNDES em agosto de 2026, avaliou projetos para ampliar a rede de metrô do Rio de Janeiro. Entre as propostas estão intervenções de curto, médio e longo prazo.
Estácio–Praça XV
Trecho subterrâneo de 3,5 quilômetros, com custo estimado em R$ 3,3 bilhões. A obra é considerada prioritária porque separaria as operações das Linhas 1 e 2 no Centro, podendo aumentar a capacidade do sistema em até 70%.
Linha 3 – Rio–Niterói–São Gonçalo
A proposta prevê ligação entre a Praça XV, no Rio, e a Praça Arariboia, em Niterói, por meio de um túnel sob a Baía de Guanabara, seguindo depois até Alcântara, em São Gonçalo. O projeto prevê 12 estações no trecho terrestre. O BNDES indica R$ 16 milhões para estudos de engenharia.
Uruguai–Del Castilho
Projeto de uma nova ligação subterrânea com sete estações, conectando a estação Uruguai, na Tijuca, à região de Del Castilho, na Zona Norte.
Linha 4 até Alvorada e Recreio
A proposta prevê a extensão da Linha 4 a partir do Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada e, posteriormente, até o Recreio dos Bandeirantes.
Alvorada–Cocotá
Projeto de longo prazo com 20 estações, ligando o Terminal Alvorada, na Barra, ao Cocotá, na Ilha do Governador. Assim como a Linha 3, a proposta depende de estudos de viabilidade, com previsão de R$ 16 milhões para essa etapa.
Curiosidade: a estação fantasma da Linha 2
Debaixo da atual estação Carioca existe uma estrutura que faz parte da história inacabada do metrô do Rio. Cerca de 15 metros abaixo da plataforma utilizada atualmente, foi construída uma segunda estação, conhecida como Carioca 2.
A estrutura foi projetada na década de 1970 para receber o trecho original da Linha 2, que deveria ligar o Estácio à Carioca e ter a região central como destino final da linha.
As obras, porém, foram interrompidas antes da conclusão do projeto. A plataforma inferior permaneceu fechada e sem trilhos, enquanto a operação da Linha 2 passou a utilizar os mesmos trilhos da Linha 1 no trecho central.
A chamada “estação fantasma” permanece como um dos vestígios de projetos que marcaram a expansão — e os limites — do metrô carioca. Com os novos estudos, existea possibilidade dela ser integrada ao sistema e ser aberta ao público.





















