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Operação apreende R$ 166 mil na casa de deputado investigado por ligação com o TCP

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação para investigar a suposta atuação de agentes públicos em favor da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Os principais alvos da ação são o deputado estadual Val Ceasa (PRD), o ex-vereador do Rio Ulisses de Almeida Marins (União Brasil) e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. As diligências foram autorizadas pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são realizadas por agentes da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf), da Polícia Civil, em conjunto com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ.

Entre os locais vistoriados estão o gabinete de Val Ceasa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), endereços ligados ao parlamentar na Ceasa e imóveis nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam utilizado sua influência para obter informações sobre uma operação sigilosa destinada à demolição de imóveis usados pelo TCP em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte da capital. Conforme a apuração, os investigados alegaram que os imóveis eram utilizados para projetos sociais, informação que, segundo o MPRJ, não correspondia à realidade. Com isso, a ação policial acabou sendo adiada.

De acordo com a força-tarefa, a investigação também apura a tentativa de impedir a demolição de um imóvel de luxo atribuído ao traficante conhecido como “Peixão”, apontado como uma das principais lideranças do TCP.

Deputado Val da Ceasa – Foto: Facebook pessoal

Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram presas em flagrante. Na residência do deputado Val Ceasa, os agentes apreenderam R$ 166 mil em dinheiro vivo, sendo cerca de R$ 150 mil encontrados em outros endereços ligados ao parlamentar.

Em nota, a Alerj informou que está colaborando com as investigações e destacou que preza pela transparência. Já a Prefeitura do Rio esclareceu que o ex-vereador Ulisses Marins não integra a atual administração municipal, tendo sua nomeação sido revogada em 2025.

As diligências seguem em andamento e o material apreendido será analisado para dar continuidade às investigações sobre o possível envolvimento dos agentes públicos com a organização criminosa.

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