Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói e São Gonçalo (DRFA-NSG) localizaram, nesta terça-feira (11), um desmanche clandestino de veículos no bairro Barracão, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Dois homens foram presos em flagrante por receptação qualificada.
A ação foi realizada durante a segunda fase da Operação Torniquete, após um trabalho de inteligência que envolveu levantamento de informações e cruzamento de dados. Os agentes chegaram a um imóvel onde encontraram veículos e uma grande quantidade de peças automotivas.
Durante as buscas, os policiais localizaram a carcaça de um carro com registro de roubo, além de portas, motores, placas e outras peças. Após consultas aos sistemas, foi constatado que cinco portas pertenciam a veículos roubados. Dois motores também foram identificados como provenientes de automóveis com registro de roubo.
Os dois homens encontrados no imóvel não apresentaram documentos que comprovassem a origem das peças. Um deles afirmou que o espaço havia sido alugado pelo pai e que ele teria conhecimento da atividade realizada no local. A participação de outras pessoas no esquema será investigada.
A dupla foi encaminhada à delegacia e autuada em flagrante por receptação qualificada. As investigações continuam para identificar a procedência das demais peças apreendidas, verificar possíveis relações com outros roubos e furtos de veículos e localizar outros integrantes do esquema.
Operação Torniquete
A ação integra a segunda fase da Operação Torniquete, que tem como objetivo combater roubos, furtos e receptação de cargas e veículos. Segundo a Polícia Civil, esses crimes são utilizados para financiar atividades de facções criminosas, disputas territoriais e pagamentos a familiares de integrantes de organizações criminosas, estejam eles presos ou em liberdade.
Desde setembro de 2024, a operação já resultou em cerca de 1,1 mil prisões e na recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 56 milhões.
Ainda segundo a Polícia Civil, as ações continuam e já ultrapassam R$ 70 milhões em pedidos de bloqueio de bens e valores relacionados às investigações.


















