Policiais civis da 14ª DP (Leblon) prenderam uma funcionária de uma operadora de telefonia suspeita de integrar uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias. Segundo as investigações, mais de dez pessoas foram vítimas do esquema na região do Leblon, na Zona Sul do Rio.
A prisão foi realizada após uma investigação conduzida pela 14ª DP, sob coordenação do delegado titular Alexandre Neto Cardoso, com base em informações de inteligência e diligências realizadas pelos agentes.
De acordo com as apurações, as vítimas procuravam uma loja da operadora, localizada na Avenida Ataulfo de Paiva, para realizar serviços relacionados a linhas telefônicas e aparelhos celulares. Durante os atendimentos, os celulares eram manuseados pela funcionária investigada.
Após deixarem a loja, algumas vítimas perceberam movimentações financeiras que não haviam autorizado, incluindo transferências via Pix, compras e contratação de empréstimos.
A investigação aponta que o esquema envolvia a instalação ou utilização de aplicativos e outras ferramentas maliciosas nos aparelhos. Com isso, os criminosos conseguiriam acessar dados pessoais e bancários e realizar operações financeiras sem autorização dos proprietários.
Até o momento, mais de dez vítimas foram identificadas e seis pessoas teriam algum tipo de ligação com o grupo. Segundo a Polícia Civil, havia uma possível divisão de tarefas, envolvendo a obtenção de dados bancários, a realização das transferências e a posterior movimentação dos valores por contas de terceiros.
A funcionária presa foi reconhecida por vítimas como a responsável pelo atendimento e pelo manuseio dos celulares. Os investigadores também encontraram movimentações financeiras e documentos que, segundo a polícia, indicam a participação dela nas fraudes.
As diligências apontam ainda que os casos não seriam episódios isolados, mas parte de uma atuação estruturada e recorrente, com divisão de funções para obter vantagem financeira por meio do acesso aos aparelhos e às contas bancárias das vítimas.
A 14ª DP continua investigando o caso para identificar outros possíveis integrantes do grupo, localizar novas vítimas, calcular o prejuízo provocado e rastrear o destino dos valores desviados.
















