O Teatro Leopoldo Fróes, fechado desde 1991, será restaurado pela Prefeitura de Niterói. O prefeito Rodrigo Neves assinou, nesta terça-feira (20), o decreto de desapropriação do imóvel, com previsão de início das obras no começo de 2027. A iniciativa busca recuperar um dos espaços históricos das artes cênicas da cidade, ampliar as oportunidades para a produção artística e contribuir para a revitalização do Centro.
A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito, com a presença do arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, do bispo auxiliar Dom Geraldo de Paula Souza e da primeira-dama Fernanda Neves. O imóvel pertence à Mitra Arquidiocesana de Niterói, com quem a Prefeitura manteve diálogo para viabilizar a recuperação do espaço.
“O Teatro Leopoldo Fróes faz parte da memória afetiva de Niterói. Vamos restaurar esse espaço e devolver à cidade um equipamento cultural que vai fortalecer os grupos teatrais e culturais, ampliar as opções de entretenimento e ajudar na revitalização do Centro. Quero agradecer à Arquidiocese pelo diálogo e pela compreensão. Tenho certeza de que esse patrimônio estará a serviço do bem comum”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.
A proposta é recuperar a vocação cultural do teatro e devolvê-lo à população como espaço para espetáculos, encontros e manifestações artísticas. A restauração também pretende adequar o imóvel às necessidades da produção contemporânea, criando novas oportunidades para companhias teatrais, grupos culturais e artistas independentes.
O arcebispo Dom José Francisco Rezende Dias destacou a importância do entendimento entre a Igreja e o município para preservar o patrimônio histórico e cultural da cidade.
“Esse teatro já foi um importante espaço de divulgação da cultura e da arte em Niterói. Hoje, a Arquidiocese não dispõe das condições necessárias para realizar sua restauração. Por isso, vemos com satisfação essa iniciativa, que permitirá recuperar um patrimônio histórico e devolver à população um lugar de encontro, entretenimento, cultura e fraternidade. Acreditamos que será um bem para toda a cidade”, declarou.
Teatro marcou a história cultural de Niterói
Inaugurado em 1973, o Teatro Leopoldo Fróes se tornou referência para a experimentação e a produção artística em Niterói. Antes de receber esse nome, o espaço abrigava o Teatro Alvorada. O imóvel passou a funcionar como teatro após ser alugado pelo Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural (INDC), durante as obras do Theatro Municipal de Niterói.
Criado inicialmente como alternativa para manter a programação teatral durante a reforma do Municipal, o Leopoldo Fróes consolidou-se como ponto de encontro de artistas e grupos culturais. Ao longo dos anos, recebeu montagens experimentais e diferentes linguagens cênicas, contribuindo para o desenvolvimento das artes na cidade.
O fechamento, em 1991, interrompeu as atividades de um palco que havia conquistado espaço na memória de artistas e espectadores. A restauração pretende recuperar essa trajetória e reintegrar o teatro ao circuito cultural do município.
Recuperação integra revitalização do Centro
A restauração do Teatro Leopoldo Fróes faz parte das iniciativas da Prefeitura para revitalizar a região central de Niterói, que recebe intervenções de infraestrutura, recuperação de imóveis históricos e implantação de equipamentos de cultura, esporte e lazer.
Entre os espaços que integram esse processo estão o Mercado Municipal de Niterói, a Arena Niterói e o Complexo de Atletismo Aída dos Santos. Projetos como o Solar Notre Rêve, o Museu do Cinema e a nova Catedral Católica também estão entre as iniciativas voltadas à valorização da região.
As ações estão alinhadas ao programa Reviver Centro, que busca estimular a ocupação dos espaços urbanos, preservar o patrimônio histórico e diversificar as atividades econômicas e culturais.
Com a assinatura do decreto de desapropriação, a Prefeitura avança no processo para recuperar o Teatro Leopoldo Fróes. A previsão é que as obras comecem no início de 2027, abrindo caminho para que o espaço volte a receber espetáculos, artistas e público após mais de três décadas fechado
















