O governador Cláudio Castro reforçou o apoio à candidatura de Nicola Miccione ao mandato-tampão que será definido por eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sinalizou que não aceitará que haja discordância na base aliada.
Após movimentações internas de aliados que cogitavam lançar outros nomes, Castro deixou claro, em conversas reservadas, que quem decidir disputar contra Nicola ficará fora do governo. O aviso foi interpretado como a possibilidade de perda de espaços na administração estadual para parlamentares ou grupos que insistirem no racha.
Com o posicionamento do governador, a articulação contrária perdeu força. O episódio marcou uma mudança de postura de Castro, que passou a atuar de forma mais direta na condução do processo sucessório e assumiu publicamente a liderança das negociações.
Interlocutores relatam que o governador também mencionou a possibilidade de permanecer no cargo até o fim do mandato, cenário que esvaziaria qualquer tentativa de dissidência. Lideranças partidárias nacionais chegaram a ser acionadas para evitar o avanço do movimento no estado.
Cláudio Castro tem afirmado que a escolha de Nicola Miccione representa a continuidade do mandato iniciado em 2022. A estratégia começou a ser desenhada em novembro, com a filiação de Miccione ao PL, articulada com aval do senador Flávio Bolsonaro. A formalização ocorreu recentemente, com a assinatura do governador e do presidente estadual do partido, deputado Altineu Côrtes.
Segundo aliados, a filiação tem caráter formal, apenas para atender às exigências legais da eleição indireta. Após o pleito, Nicola deve deixar o partido e não pretende disputar a eleição de outubro.
Castro admite avaliar outros nomes para o futuro, desde que atendam a critérios como confiança política e desempenho eleitoral, mas ressalta que, no momento, o apoio está concentrado na candidatura de Nicola Miccione.



















