O jornalismo esportivo brasileiro perdeu, nesta quinta-feira (8), um de seus nomes mais respeitados. Morreu, aos 81 anos, o jornalista e radialista Iata Anderson, profissional que construiu uma carreira reconhecida pela credibilidade, pela proximidade com grandes personagens do esporte e por passagens marcantes por rádio, televisão e assessoria de imprensa. Ele estava internado havia mais de uma semana no Hospital Badim, na Tijuca, e morreu em decorrência de complicações de saúde.
Natural de Cajazeiras, na Paraíba, onde nasceu em 21 de dezembro de 1944, Yatagan Anderson de Oliveira iniciou sua trajetória no jornalismo em 1970, na Super Rádio Tupi. A partir dali, tornou-se uma referência na cobertura esportiva, atuando em emissoras como Rádio Globo e Rádio Tamoio, além de integrar o time da TV Manchete em um período de grande relevância da emissora no cenário nacional.
Ao longo da carreira, Iata também ocupou funções estratégicas fora das redações. Foi assessor de imprensa do Clube de Regatas do Flamengo, trabalhou no departamento de comunicação da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) e exerceu o cargo de diretor de Relações Públicas da Adidas Brasil, ampliando sua atuação para o campo institucional e corporativo do esporte.
Um dos episódios mais emblemáticos de sua trajetória ocorreu em 1974, quando foi o único jornalista a entrevistar Pelé na despedida do jogador dos gramados, no Estádio do Maracanã. A entrevista exclusiva atravessou gerações e rendeu a Iata Anderson o apelido pelo qual ficou nacionalmente conhecido: “Amigo do Rei”.
O velório acontece nesta sexta-feira (9), das 13h às 16h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. A cremação está prevista para as 17h, no mesmo local. Em nota, a Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ) lamentou a morte do radialista e destacou sua contribuição duradoura para o jornalismo esportivo brasileiro.


















