As estreias de Fluminense e Vasco da Gama nas competições da CONMEBOL em 2026 deixaram uma leitura clara: faltou poder de decisão no último terço do campo, mas sobrou competitividade para pontuar fora de casa.
Fluminense domina, mas esbarra na própria ineficiência
Pela Copa Libertadores da América, o Fluminense ficou no 0 a 0 com o Deportivo La Guaira, em Caracas, em um jogo de controle territorial quase absoluto.
A equipe de Luis Zubeldía teve posse, volume e ocupou o campo ofensivo durante boa parte da partida, mas pecou justamente no momento decisivo: a finalização. Faltou agressividade para romper a última linha venezuelana e sobrou dependência de jogadas individuais.
O adversário, por sua vez, executou com disciplina o plano defensivo, apostando em linhas baixas e transições pontuais. Quando exigido, o goleiro rival respondeu bem, impedindo que o domínio tricolor se convertesse em vantagem no placar.
O dado simbólico da noite ficou com Fábio, que, aos 45 anos, entrou para a história como o jogador mais velho a atuar na Libertadores — mostrando longevidade em contraste com a falta de contundência ofensiva da equipe.

Vasco competitivo, mas limitado com time alternativo
Na Copa Sul-Americana, o Club de Regatas Vasco da Gama repetiu o placar ao empatar sem gols com o Barracas Central, fora de casa.
Com uma equipe alternativa e recheada de jovens, o Vasco apresentou organização tática e intensidade, mas encontrou dificuldades naturais na construção ofensiva. Faltou repertório e experiência para transformar posse em chances claras.
Mesmo assim, o time conseguiu controlar momentos do jogo e ainda teve a seu favor um cenário decisivo: superioridade numérica na reta final. Ainda assim, não houve capacidade de acelerar o jogo com qualidade suficiente para quebrar a defesa argentina.
Sem o técnico Renato Gaúcho à beira do campo, o time manteve disciplina, mas evidenciou limitações na tomada de decisão no ataque.

Jogos sem a pegada do Brasileirão
Os dois empates sem gols escancaram um ponto em comum entre os cariocas: a dificuldade de transformar controle e presença ofensiva em resultado prático.
Se por um lado somar pontos fora de casa em competições continentais é sempre estratégico, por outro, o desempenho ofensivo acende um alerta. Em torneios de tiro curto, eficiência costuma ser o diferencial entre classificação tranquila e pressão nas rodadas seguintes.
Fluminense e Vasco largam com um ponto — mas com a mesma missão: evoluir na definição para que o volume de jogo não siga desperdiçado.

















