O Estado do Rio de Janeiro registrou, em 2024, o maior crescimento do número de trabalhadores assalariados entre os estados da Região Sudeste. Os dados são das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgadas nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o número de empregados com carteira assinada cresceu 3% em relação a 2023, alcançando 4,5 milhões de trabalhadores. No total, o estado contabilizou 5,5 milhões de pessoas ocupadas em cerca de 806 mil unidades locais de empresas e organizações, um avanço de 2,9% na comparação anual.
O principal destaque foi a Indústria Extrativa, que registrou aumento de 12,4% no número de trabalhadores assalariados, liderando a geração de empregos no estado.
Além dos empregados, o Rio contabilizou cerca de 1 milhão de sócios e proprietários em 2024, crescimento de 2,2% em relação ao ano anterior.
O número de unidades locais também avançou. O estado passou de 775 mil estabelecimentos em 2023 para 806 mil em 2024, alta de 3,9%. O setor de Comércio e Reparação de Veículos concentrou a maior fatia das empresas fluminenses, representando 25,5% do total.
Apesar de representarem apenas 0,2% das unidades locais, as grandes empresas, com mais de 250 funcionários, concentraram quase metade dos trabalhadores assalariados do estado, reunindo 2,1 milhões de empregados.
Salário médio supera a média do Sudeste
O salário médio mensal pago pelas empresas fluminenses foi de R$ 4.407,31 em 2024. Embora o valor represente uma queda de 0,9% em relação ao ano anterior, o rendimento permaneceu acima da média da Região Sudeste, que ficou em R$ 4.279,40.
A Indústria Extrativa também liderou o ranking dos maiores salários, com remuneração média de R$ 20.537,21. Na sequência aparecem os setores de Eletricidade e Gás, com R$ 14.987,86, e Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, com R$ 9.387,59.
O total pago em salários e outras remunerações chegou a R$ 256,9 bilhões em 2024, crescimento de 2,6% em comparação aos R$ 250,4 bilhões registrados no ano anterior.
Empresas representam quase 90% dos estabelecimentos
De acordo com o levantamento, 87,1% das unidades locais do estado são classificadas como entidades empresariais. As entidades sem fins lucrativos representam 12,4% do total, enquanto a administração pública responde por 0,5%.
A maior parte dos trabalhadores assalariados está empregada nas entidades empresariais, que concentram 69,6% dos vínculos formais. Já a administração pública reúne 21,8% dos trabalhadores e apresentou o maior salário médio mensal entre os segmentos, de R$ 6.387,41.





















