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Conselho aciona universidade após prisão de suspeita de exercício ilegal da Medicina Veterinária

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O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro encaminhou ofício à instituição de ensino onde está matriculada a estudante investigada por exercício ilegal da Medicina Veterinária, solicitando a instauração de procedimento administrativo disciplinar para apuração dos fatos e a adoção das medidas disciplinares cabíveis, conforme as normas internas da universidade.

A medida foi adotada após a prisão de uma mulher em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, suspeita de se passar por médica-veterinária e utilizar indevidamente o registro profissional de uma profissional regularmente inscrita no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul para realizar atendimentos e procedimentos em animais.

A prisão foi realizada nesta semana em uma operação conjunta do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança (GGIM) da Prefeitura de Niterói, do Programa Segurança Presente e da 81ª Delegacia de Polícia (Itaipu), após investigação iniciada a partir de denúncia anônima ao Disque-Denúncia Niterói.

Segundo a polícia, a suspeita — identificada como Carla Adriana Donay Ribeiro — não possuía clínica veterinária regularizada e oferecia serviços por mensagens, informando aos clientes que buscaria os animais, realizaria os procedimentos em um imóvel alugado e depois os devolveria aos tutores. Ela foi detida em um posto de combustíveis de Itaipu, onde encontraria um cliente para recolher um animal que passaria por atendimento.

Durante o depoimento, a investigada apresentou informações contraditórias, o que reforçou as suspeitas. De acordo com a investigação, áudios analisados indicam que ela teria realizado cirurgias tanto em residência própria quanto na casa de clientes. A suspeita poderá responder por exercício ilegal da Medicina Veterinária, falsidade ideológica e outros crimes ainda em apuração.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, Diogo Alves, a gravidade do caso exige resposta institucional firme.

“A Medicina Veterinária é uma profissão regulamentada, baseada na responsabilidade técnica, na ética e no compromisso com a saúde animal, a saúde pública e a sociedade. O exercício ilegal da profissão e a utilização indevida do registro profissional de terceiros representam condutas extremamente graves, que colocam vidas em risco e comprometem a credibilidade da Medicina Veterinária”, explicou Alves.

No ofício encaminhado à universidade, o Conselho destaca que os fatos investigados, caso confirmados, indicam conduta incompatível com os princípios éticos da profissão e com o Código de Ética do Médico-Veterinário, estabelecido pela Resolução CFMV nº 1.138/2016, que prevê deveres como honestidade, dignidade, responsabilidade e respeito à legislação.

O documento também solicita a instauração de procedimento disciplinar interno, para que, ao final do devido processo, possam ser aplicadas as medidas previstas pela instituição de ensino, incluindo eventual desligamento da estudante, caso essa seja a conclusão dos órgãos competentes.

O CRMV-RJ reforça que o exercício ilegal da Medicina Veterinária representa risco ao bem-estar animal, à saúde pública e à segurança da sociedade, além de comprometer diagnósticos e procedimentos essenciais. Também ressalta que o uso indevido de registro profissional de terceiros configura uma das violações mais graves da área, por induzir tutores ao erro sobre a habilitação de quem presta o atendimento.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

O secretário do GGIM, Felipe Ordacgy, também destacou a importância da verificação da qualificação profissional antes da contratação de serviços veterinários. Segundo ele, “é fundamental que os tutores busquem atendimento com profissionais devidamente registrados e em estabelecimentos regularizados”.

Divulgação

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