Morreu neste sábado (22), aos 88 anos, o ex-ministro do Trabalho Manoel Dias, um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e uma das principais referências do trabalhismo brasileiro. Conhecido como “Maneca”, ele estava internado em Florianópolis, Santa Catarina, para tratar complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido no ano passado.
Nascido em Criciúma e criado no Sul de Santa Catarina, Manoel Dias iniciou sua trajetória política ainda jovem, como líder estudantil. Em 1962, foi eleito vereador de Içara pelo antigo PTB. Com o golpe militar de 1964, teve o mandato cassado e passou 11 meses preso por perseguição política. Anos depois, voltou a ser cassado pelo regime militar e teve os direitos políticos suspensos por dez anos.
Após a anistia, participou ativamente da fundação do PDT ao lado de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. Ao longo da carreira, ocupou cargos de destaque na legenda, como secretário-geral nacional e presidente da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini.
Entre 2013 e 2015, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, comandou o Ministério do Trabalho e Emprego. Mesmo sem exercer mandatos eletivos nos últimos anos, continuou sendo uma das vozes mais influentes do PDT e do movimento trabalhista no país.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lamentou a morte do correligionário e destacou sua contribuição para a construção do partido e para a defesa dos direitos dos trabalhadores.
O ex-prefeito de Niterói, Axel Grael, também prestou homenagem. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Manoel Dias dedicou a vida pública à luta pela justiça social, pela educação e pelos direitos dos trabalhadores, deixando um legado que seguirá inspirando futuras gerações.
Manoel Dias deixa esposa, dois filhos, noras e netos. O velório foi realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, reunindo familiares, autoridades e militantes do PDT.


















