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Governo do Rio anuncia reitor da UFF como novo secretário de Ciência e Tecnologia

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O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, foi anunciado como o novo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro. A escolha foi divulgada nesta sexta-feira (28) pelo governador em exercício, Ricardo Couto, durante a cerimônia de entrega dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

A secretaria será recriada em setembro, após passar por uma reestruturação administrativa. O novo modelo terá como foco aproximar a produção científica, as universidades e o setor produtivo, com o objetivo de ampliar a contribuição da ciência e da inovação para o desenvolvimento econômico e social do estado.

A reformulação da pasta foi construída a partir de reuniões entre o Governo do Estado e reitores de universidades fluminenses. Entre as medidas previstas está a criação de um comitê permanente com representantes das instituições de ensino e pesquisa, ampliando a participação da comunidade acadêmica na formulação de políticas públicas para ciência, tecnologia e inovação.

Quem é o novo secretário

Antonio Claudio Lucas da Nóbrega é médico formado pela UFF, mestre em Ciências Biológicas, na área de Biofísica, e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pesquisador de Produtividade 1A do CNPq, ele também já ocupou os cargos de pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação e vice-reitor da UFF, antes de assumir a Reitoria da universidade. Ao longo da carreira, também coordenou programas de pós-graduação e projetos de pesquisa clínica.

Mudança ocorre durante reestruturação do governo

A recriação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação acontece dentro do processo de reorganização administrativa promovido pela gestão de Ricardo Couto.

Nos últimos meses, o governo estadual promoveu o corte de mais de 6,1 mil cargos comissionados. Segundo dados divulgados pela administração estadual, a redução pode gerar uma economia estimada em R$ 221 milhões até o fim de 2026. Também houve redução no número de secretarias estaduais, que passou de 32 para 28.

A gestão também informou que parte das exonerações ocorreu após auditorias identificarem servidores comissionados sem acesso aos sistemas administrativos do Estado. As nomeações para cargos estratégicos passaram a priorizar, em grande parte, servidores de carreira e a ser submetidas a avaliações do Gabinete de Segurança Institucional.

Avaliação da gestão

As medidas de reorganização administrativa ocorrem em meio à avaliação da população sobre o governo interino. Pesquisa Datafolha, divulgada em agosto, apontou que 47% dos entrevistados aprovavam a administração de Ricardo Couto, enquanto 31% desaprovavam. Na avaliação direta, 28% classificaram o governo como ótimo ou bom, 38% como regular e 16% como ruim ou péssimo.

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