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“A gente achava muito estranho ele gritar pra ir pra escola”, diz mãe de aluno que sofreu maus-tratos em Maricá

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Na tarde desta quarta-feira (14), Rhayanne Costa, a mãe do aluno que sofreu maus-tratos em na Escola Municipal JIM Trenzinho da Esperança, em Guaratiba, conversou com a reportagem do ErreJota sobre o ocorrido.

“Assim que ele chegou em casa, sentimos ele diferente, então sentei ele na cama pra gente conversar e ele se negou de primeira. Sentei ele de novo, achei muito estranho, afinal ele era uma criança muito falante. Ele estava muito quieto e chorando e resmungando baixinho, quando eu fui tirar a fralda dele, tava tudo em carne viva”, explicou a mãe da criança.

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Ainda relatou que o filho tremia de dor, por conta de suas assaduras. “Ele se tremia dos pés à cabeça de dor, fui contar as fraldas dele e retornaram todas, isto é: não trocaram as fraldas dele das 7h às 17h”, completou a mãe.

Nesta quarta (14), Rhayanne foi convidada a ir na escola para conversar. Lá, recebeu uma “justificativa” para o fato. “Uma advogada veio conversar comigo, quis justificar o fato do meu filho ter passado por essa situação por conta de um antibiótico que ele tomou, e aí o ‘xixi’ fica mais ácido e não o fato da criança ter ficado quase 9 horas por dia com a mesma fralda.”

Rhayanne sempre achou estranho que o filho não gostava de ir para a escola e percebeu reações incomuns. “A gente achava muito estranho o fato dele sempre gritar pra ir pra escola, sempre evacuar mole quando ficava nervoso, que ele tinha pavor da escola”.

Em nota, a Prefeitura de Maricá informou que casos de maus-tratos são inaceitáveis e que está apurando o caso. “Se constatada a responsabilidade de profissionais da Creche Trenzinho da Esperança, será aberto procedimento administrativo para adoção das sanções administrativas pertinentes ao caso, de acordo com a legislação vigente”, disse.

A prefeitura também confirmou que a secretária de Educação, Adriana Costa, esteve na creche na tarde desta quarta-feira (14) para conversar pessoalmente com os pais da criança “em atenção ao caso, e entendendo a necessidade do acolhimento da criança e da família”.

A Prefeitura também afirmou que não há registros de casos semelhantes “nesta ou em nenhuma outra creche da rede municipal de ensino”.

*estagiária sob supervisão de Lucas Nunes

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