Ação conjunta de secretarias abriga moradores em situação de rua de Maricá

Vinte e duas pessoas em situação de rua estão abrigadas na sede da Secretaria de Políticas Inclusivas de Maricá, em uma ação que envolve outras três secretarias (Assistência Social; Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher; e Saúde). Além de um local para pernoite, os abrigados também tem direito à higienização, jantar e café da manhã.

Em tempos de Covid-19, a ação também visa diminuir a propagação da doença entre essa população. Agentes da Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar) estiveram hoje na sede da Secretaria e fizeram um grande trabalho de limpeza, com corte da grama e desinfecção do local. Uma estação para lavagem de mãos, nos moldes das que estão em diversos pontos da cidade, também foi colocada lá.

As camas também respeitaram o espaçamento de segurança de um metro e meio entre elas, para que não haja o risco dos abrigados se contaminarem com a doença, caso algum deles seja portador do vírus. Uma equipe da Secretaria de Saúde também está acompanhando essas pessoas. “O ‘Consultório na Rua’ está dando total assistência, tanto que serão vacinados”, disse a secretária de Políticas Inclusivas, Sheila Pinto.

Segundo Sheila, o abrigo recebe pessoas em situação de rua de todos os distritos de Maricá. “A maioria sai de outros lugares e vem pro Centro, por conta da maior concentração de pessoas e é onde eles podem fazer a chamada ‘rede de sobrevivência’, onde eles conseguem se alimentar. Mas temos também pessoas de Ponta Negra e Itaipuaçu, que migraram para o Centro nesse momento de Covid-19”, contou.

Antes da ação da Secretaria de Políticas Inclusivas, as dependências da Escola Especial Municipal Rynalda Rodrigues da Silva, no Centro, também foram abertas para que os moradores em situação de rua tivessem o mesmo acolhimento. Além disso, equipes do Comitê de Defesa dos Bairros (vinculado à Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher) e o Serviço de Abordagem Social (da Secretaria de Assistência Social) estão nas ruas da cidade procurando convencê-los a aceitar o abrigamento. A Secretaria de Saúde abriu o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do Centro para que eles tenham café da manhã, almoço e lanche durante o dia.

Ressocialização – Um trabalho para reinclusão dessas pessoas na sociedade está sendo feito em parceria entre as secretarias de Políticas Inclusivas e Assistência Social. “O indivíduo, quando está em situação de rua, já perdeu todos os seus laços sociais (família, amigos), inclusive com ele mesmo. Primeiro de tudo, precisamos fazer com que eles se enxerguem, e a partir daí vamos trabalhando essas questões, que são pessoais, psicológicas. Muitos deles tem problemas com drogas e álcool”, comentou.

“A gente faz todo um trabalho de fortalecimento desse cidadão consigo mesmo, com a sociedade e com a família. Fazemos um trabalho de resgate dos vínculos. Todos pensam que os moradores de rua pedem coisas grandes, como casa. Não, eles pedem a dignidade e o trabalho, que para eles é uma força importante. A gente visa essa ressocialização para voltar esse cidadão para o trabalho”, concluiu.

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