Saquarema intensificou, nesta terça-feira (27), as ações de conscientização e combate à hanseníase com um encontro que reuniu mais de 100 pessoas, entre profissionais de saúde e representantes da sociedade civil. A iniciativa faz parte do Janeiro Roxo e destacou a importância do diagnóstico precoce, do acolhimento e do combate ao preconceito.
O município conta com uma equipe multidisciplinar formada por cerca de 20 profissionais, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, que atuam no Programa Municipal de Tuberculose, Hanseníase, Esporotricose e Leishmaniose (THEL). O atendimento vai do diagnóstico ao acompanhamento do paciente e da família, com foco na cura e na interrupção da transmissão da doença.
Durante o evento, a subsecretária municipal de Saúde, Ana Paula Duarte, ressaltou que informação e sensibilidade fazem toda a diferença. “Quando o tratamento começa cedo, a hanseníase tem cura e a pessoa pode seguir a vida normalmente. O maior desafio ainda é o preconceito”, afirmou.
A hanseníase é transmitida por contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas. Manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamentos e caroços são alguns dos principais sinais de alerta. O tratamento é gratuito, feito por via oral, e está disponível na rede pública.
Em Saquarema, o atendimento especializado acontece no Serviço de Atendimento Especializado (SAE), no bairro Verde Vale, próximo à Cidade da Saúde. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, oferecendo consultas, exames e medicamentos gratuitos também para tuberculose, hepatites e ISTs. As Unidades Básicas de Saúde fazem os primeiros encaminhamentos e as equipes também atuam em visitas domiciliares, garantindo a continuidade do cuidado.
O encontro contou ainda com representantes do Ministério da Saúde, do Governo do Estado, da Fiocruz e de municípios da região, reforçando a importância do trabalho em rede para fortalecer o SUS e ampliar o acesso ao tratamento.

















