Vinte e sete alunos do 3º ano da Escola Municipal Professor Escragnolle Dória, em Costa Barros, participaram na última semana de um passeio pedagógico à Ilha de Paquetá, viabilizado pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram). Para a maioria das crianças, a atividade marcou a primeira experiência em uma travessia de barca pela Baía de Guanabara.
Com o tema Caminho das Águas, vivência em Paquetá, a iniciativa foi promovida pela Associação Selvagem, por meio do Laboratório de Aprendizagens Selvagem (LAS), unindo educação ambiental, patrimônio cultural, memória social e vivências ligadas ao território.
A secretária de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, destacou que o transporte aquaviário vai além da mobilidade e faz parte da identidade histórica do Rio de Janeiro.
Segundo ela, a atividade permitiu que os estudantes tivessem contato com aspectos da história da cidade, fortalecendo a relação entre educação, pertencimento e experiência prática.
De acordo com a coordenação do LAS, para muitos alunos essa também foi a primeira oportunidade de participar de um passeio pedagógico fora do ambiente escolar. A expectativa gerada pela atividade despertou entusiasmo entre as crianças, principalmente pela possibilidade de conhecer de perto as águas da Baía de Guanabara.
Ao longo do passeio, os estudantes participaram de caminhada até o Parque Natural Municipal Darke de Mattos, além de atividades de observação do território, brincadeiras, música, práticas artísticas e momentos de convivência coletiva.

Entre as crianças, o passeio foi marcado por curiosidade, ansiedade e encantamento. Antes do embarque, alguns estudantes relataram a expectativa para a atividade, afirmando que a animação era tão grande que mal conseguiram dormir com medo de perder a hora de ir para a escola.
Durante a visita à Ilha de Paquetá, o contato com a paisagem, o silêncio e a travessia pela Baía de Guanabara despertou diferentes reações. Muitos demonstraram surpresa ao conhecer de perto o mar e a tranquilidade do local, transformando a experiência em um momento de descoberta e aprendizado fora da sala de aula.
Após a experiência, os alunos irão desenvolver registros pedagógicos e artísticos, incluindo desenhos e atividades coletivas, transformando as vivências do passeio em novas narrativas sobre o território, a natureza e a Baía de Guanabara.





















