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Ato ecumênico homenageia vítimas no dia Internacional de Pessoas Desaparecidas

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Em homenagem ao Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos promoveu, neste sábado (30), um ato inter-religioso na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. A iniciativa foi organizada pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica e reuniu cinco líderes religiosos, que levaram mensagens de apoio e esperança às famílias presentes.

A superintendente, Jovita Belfort, se emocionou durante a abertura do evento e ressaltou a força das mães na luta por respostas.

“Eu estou dos dois lados, conheço essa dor e conheço cada caso. Uma dessas mulheres está doente, quase não enxergando, e fez questão de vir. Nós fizemos esse culto ecumênico para que todas se sentissem abraçadas, independente da religião”, disse Jovita, mãe de Priscila Belfort, desaparecida desde 2004.

Edileusa Alves é uma das mães que se sentiu acolhida durante o encontro. Há um ano e seis meses, ela convive diariamente com a dor da ausência do filho, José Matheus Alves, que desapareceu durante um passeio na praia.

“Saber que estamos sendo compreendidas e abraçadas neste momento de dor, uma dor imensurável e sem respostas, é muito importante. Eu agradeço a todos por isso, inclusive, a Jovita”, desabafou Edileusa.

Foto: Divulgação / Gov do Estado do RJ

Dados

De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, entre janeiro e julho de 2025, cerca de 220 pessoas desapareceram por dia no Brasil, totalizando 46,6 mil registros. Os estados com maiores índices são São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Rio de Janeiro aparece em quinto lugar, com 3.666 casos, sendo quase 900 referentes a crianças.

No estado, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos mantém uma rede de enfrentamento ao desaparecimento e de apoio às famílias. Entre as iniciativas estão o Núcleo de Atendimento a Familiares de Desaparecidos e Documentação (NAFADD), o sistema de reconhecimento facial — desenvolvido em parceria com a Polícia Militar — e o Disque Cidadania e Direitos Humanos.

“Nós temos núcleos de atendimento em Nova Iguaçu, Belford Roxo e São João de Meriti com psicólogos, assistentes sociais, advogados e vamos ajudar em tudo que essas mães e familiares precisarem. O que nós queremos é resolver, e temos encontrado muitas pessoas desaparecidas com o apoio da PM e das câmeras de reconhecimento facial”, reforçou Jovita Belfort.

Participaram também do ato representantes dos movimentos Mães Braços Fortes, Mães Virtuosas do Brasil, Rede de Mães da Baixada, da Superintendência de Promoção da Liberdade Religiosa da SEDSODH, da Fundação para a Infância e Adolescência e do Conselho Estadual de Promoção e Defesa da Liberdade Religiosa.

O Disque Cidadania e Direitos Humanos funciona 24h, por dia, todos os dias. E a ligação é gratuita.
📞0800 0234567

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