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quarta-feira, maio 25, 2022
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Aumento do diesel pode deixar Niterói e SG sem ônibus

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O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) divulgou, em nota, que a região de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá pode ficar sem transporte público nos próximos dias. O motivo é o aumento no custo do óleo diesel, que passa a viger a partir desta terça (09).

De acordo com o sindicato, após a confirmação do reajuste de 8,9% do óleo diesel, a partir de terça-feira, as empresas irão reduzir a operação e adaptar a frota atual em circulação à capacidade financeira. “Com o aumento, a crise econômica se agrava e o cenário se tornará insustentável, levando a medidas de racionamento de combustível, com a priorização de determinados serviços e linhas de ônibus em horários de maior fluxo”, disse, em nota.

O sindicato informou que devem ocorrer mudanças nos horários de menor movimento em todos os turnos, além dos finais de semana. “A decisão, embora seja excepcional, afastaria o risco de pane seca na frota em operação e a interrupção do serviço durante as viagens, o que prejudicaria ainda mais os passageiros”, explicou.

O texto diz, ainda, que nas cidades que atuam o Setrerj, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários em Duque de Caxias e Magé (Setransduc) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (TransÔnibus), mais de três milhões de passageiros devem ser impactados diariamente com a decisão.

Portanto, “torna-se urgente e inadiável a adoção de ações emergenciais por parte dos governos federal, estadual e municipal, no sentido de garantir a continuidade da operação de um setor vital para a população e para a economia fluminense”, diz o sindicato da categoria.

Aumento dos Combustíveis – De acordo com a Petrobras, desde o início do ano, a alta acumulada nas refinarias chega a 47%. A última correção, de 24,9%, havia sido anunciado no dia 11/03. Com a crescente oscilação do valor do combustível, o óleo diesel passa a ser o principal item no custo de operação das empresas de ônibus, representando agora 32% do total.

“Vale ressaltar que os resultados causados pelo reajuste do diesel ao longo dos últimos dois anos não foram reparados, até agora, por aumentos de tarifa ou subsídios por parte de prefeituras ou do governo do Estado. Desse modo, aumenta o risco do passageiro não poder contar com o sistema de ônibus regular para seus deslocamentos, abrindo espaço para o transporte ilegal, que irá intensificar a desordem e a insegurança”, concluiu a nota.

*estagiária sob supervisão de Lucas Nunes

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