A queda de um balão de aproximadamente 20 metros provocou momentos de tensão na manhã deste domingo no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. O artefato atingiu a área de entrada da emergência e a lateral do heliponto da unidade.
Com o impacto, o fluxo de atendimento foi afetado e ambulâncias precisaram ser redirecionadas para o centro de trauma. Em seguida, dezenas de motociclistas invadiram o hospital para tentar recuperar o balão. Funcionários do controle de acesso tentaram conter o grupo, mas alguns conseguiram entrar ao escalar muros e estruturas da unidade.
Parte do equipamento, conhecida como cangalha, caiu sobre uma residência nas proximidades, danificando o telhado e a caixa d’água. O tumulto se estendeu por cerca de uma hora.
Pacientes que aguardavam atendimento na emergência, incluindo idosos e crianças, demonstraram nervosismo diante da movimentação. De acordo com a direção da unidade, 243 pessoas estavam internadas no momento do incidente.
Ainda segundo o hospital, durante a ocorrência, a unidade atendia casos de alta complexidade, entre eles vítimas de acidentes de moto, pacientes com queimaduras, quedas e ferimentos por arma de fogo.
Confira o vídeo:
Outras ocorrência nesta semana
O caso ocorre em meio a uma sequência de ocorrências envolvendo balões ao longo desta semana, na Região Metropolitana do Rio. Na quinta-feira (23), um balão em chamas caiu sobre uma casa em Parada de Lucas, na Zona Norte, atingindo um aparelho de ar-condicionado. O princípio de incêndio foi controlado pelo morador antes que se espalhasse.
Na manhã deste sábado (25), um balão caiu nas areiais de Copacabana, na altura do posto 5, assustando moradores e banhistas.

Na última sexta-feira (24), vídeo que circulavam nas redes sociais também resgistraram um outro balão caindo na baia de Guanabara e causando uma verdadeira confusão, com diversos homens tentando resgatar o artefato.
Soltar balões é crime ambiental e oferece riscos à população, imóveis, áreas de vegetação e ao tráfego aéreo. A prática pode resultar em até três anos de prisão, além de multa mínima de R$ 10 mil.
Denúncias podem ser feitas ao Disque Denúncia, pelo Linha Verde, com garantia de anonimato.

















