O carboidrato costuma ser apontado como um dos responsáveis pelo ganho de peso e, por isso, muitas pessoas optam por reduzir ou até eliminar o nutriente da alimentação. Especialistas alertam, no entanto, que essa visão é equivocada e pode trazer prejuízos à saúde.
Segundo a nutricionista Stephany Rangel, da Hapvida, a ideia de que o carboidrato é um “vilão” ganhou força com dietas da moda, mas não encontra respaldo na ciência nutricional. “Ele é um nutriente fundamental para o corpo e precisa estar presente na alimentação. O problema, muitas vezes, não está no carboidrato em si, mas no tipo, na quantidade e no contexto da alimentação”, explica.
O carboidrato é a principal fonte de energia do organismo. Após o consumo, ele é transformado em glicose, que é utilizada pelas células como combustível. O cérebro depende quase exclusivamente dessa fonte para funcionar, enquanto nos músculos a glicose pode ser armazenada na forma de glicogênio, sendo utilizada durante atividades físicas.
Nem todos os carboidratos têm o mesmo efeito no organismo. Os chamados carboidratos simples — presentes em açúcar, refrigerantes, sucos industrializados e ultraprocessados — são absorvidos rapidamente e podem elevar a glicose no sangue. Já os complexos, encontrados em alimentos como arroz, batata, mandioca, aveia, feijão e cereais integrais, são digeridos de forma mais lenta e liberam energia gradualmente.
A restrição exagerada também pode causar efeitos negativos, como fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda no desempenho físico. Por outro lado, o consumo em excesso, principalmente de ultraprocessados, pode contribuir para o ganho de peso e alterações nos níveis de glicose.
Por isso, especialistas reforçam que o ideal é manter o equilíbrio, priorizando alimentos naturais e combinando carboidratos com proteínas e fibras nas refeições, o que ajuda a aumentar a saciedade e melhorar a qualidade da alimentação.

















