Casos de Chikungunya apresentam redução de 75% em Niterói

A cidade de Niterói apresentou uma redução de 75% dos casos de Chikungunya. Um dos fatores responsáveis por esta redução foi a participação da cidade no estudo conduzido pela Fiocruz, com a liberação, em várias regiões da cidade, de mosquitos com Wolbachia, chamados de “Wolbito”, que combatem a Dengue, Zika e Chikungunya através de método inovador, que utiliza bactéria para reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir o vírus das doenças, reduzindo sua infestação.

Os insetos infectados com a bactéria Wolbachia já foram liberados em 33 bairros de Niterói e ajudaram na redução, ano passado, de 90% nos casos de Chikungunya na cidade. A tecnologia inibe a transmissão de doenças que atingem o ser humano. A cidade de Niterói é pioneira no uso da nova técnica de prevenção que já abrange 90% do seu território.

De acordo com dados da secretaria de Saúde, em 2018, Niterói teve 2.887 casos de Chikunguya. Esse número recuou para 301 casos em 2019 e caiu para 63 casos registrados até agosto deste ano. Os números da Dengue também recuaram significativamente nos últimos anos. Foi de 1.652 casos em 2018, caiu para 356 em 2019 e este ano, até aqui, o registro foi de 83 casos. Quando se fala em Zika, o número de casos em 2018 foi de 344, em 2019, a exemplo dos outros índices, houve um recuo para 88 casos e este ano, até agosto, foram registrados 9 casos.

“O método utilizado é natural, seguro e sem qualquer risco para as pessoas, os animais e o meio ambiente. A bactéria bloqueia o vírus dentro do mosquito, não permitindo que ele contamine os humanos através da picada. O projeto também é autossustentável, já que os descendentes do Aedes já nascem com a Wolbachia”, explica o secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira.

As primeiras liberações dos mosquitos contendo Aedes aegypti com Wolbachia no Brasil ocorreram em 2015 nos bairros de Jurujuba, em Niterói, e Tubiacanga, na Ilha do Governador. Em 2016 a ação foi ampliada em larga escala em Niterói e em 2017 no município do Rio de Janeiro. Além do Brasil, também desenvolvem ações do programa países como: Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, e as ilhas do oceano pacífico Fiji, Kiribati e Vanuatu.

Prevenção – Durante o período de seca, a população pode realizar ações de prevenção, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo. Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água.

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