Casos suspeitos de chikungunya sobem 361% em São Gonçalo

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A chikungunya não dá trégua para os moradores de Niterói e São Gonçalo, mesmo com o fim do verão. Números de casos suspeitos em SG chegaram a 1.223 até o final de abril. O número é 361% maior do que o mesmo período do último ano, quando foram notificados 265 casos. Já em Niterói, de janeiro a abril de 2017, foram notificados 304 casos suspeitos da doença, contra 774 do mesmo período deste ano, um aumento de 154%. As informações foram divulgadas no boletim epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Em São Gonçalo, os números são atualizados aos poucos, de acordo com a Prefeitura do município, e por isso há alterações nos dados divulgados ao longo dos meses. Na divulgação da última semana, foram notificados 1.223 casos suspeitos, sendo 199 em janeiro, 322 em fevereiro, 565 em março, 121 em abril e 16 em dezembro (esses são referentes à primeira semana epidemiológica do ano de 2018 – de 31/12/17 a 06/01/18).

Desde o início do ano, a quantidade de casos tem lotado os postos de saúde. Por conta disso, ações de fiscalização estão sendo intensificadas para tentar diminuir a quantidade de infectados, principalmente nos bairros mais afetados, Tenente Jardim, Engenho Pequeno, Zé Garoto e Venda da Cruz.

A Vigilância Ambiental do município afirma que 25% dos focos do mosquito são encontrados nas residências e que agentes realizam o trabalho de visitas domiciliares com o intuito de procurar focos do mosquito.

Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, há 1.408 casos suspeitos notificados de dengue, sendo 294 de janeiro, 450 de fevereiro, 597 em março, 33 em abril e 34 de dezembro (referentes à primeira semana epidemiológica do ano de 2018 –  31/12/17 a 06/01/18).

Em Niterói, de janeiro a abril de 2017, em relação ao mesmo período de 2018, as notificações de casos suspeitos de dengue tiveram um aumento de 98%. No ano passado foram 421 casos, contra 835 neste ano. 

As ações de combate ao Aedes aegypti em Niterói foram intensificadas desde o mês de março. Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizam vistoria em casas e comércios com objetivo de eliminar possíveis focos do inseto, fazem mutirões de combate à dengue também aos finais de semana, aplicam inseticida quando necessário, orientam os moradores e realizam distribuição de material informativo sobre medidas de prevenção.

 

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