O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) aplicou uma punição disciplinar de 15 dias de detenção ao coronel Lauro Botto, ex-subsecretário estadual de Defesa Civil, após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou denúncias relacionadas à sua conduta funcional.
Em nota, a corporação esclareceu que Botto não ocupou o cargo de subcomandante-geral do CBMERJ, como chegou a ser divulgado anteriormente, tendo exercido apenas a função de subsecretário de Estado de Defesa Civil.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a apuração foi conduzida pela Corregedoria Interna, com garantia do contraditório e da ampla defesa ao oficial. Ao final do processo, foi concluído que houve responsabilidade administrativa por conduta considerada incompatível com os deveres funcionais e com os princípios éticos, morais e disciplinares da instituição.
A decisão foi publicada no Boletim Reservado da Secretaria de Estado de Defesa Civil e do CBMERJ nº 019, de 22 de junho de 2026. A punição começou a ser cumprida às 8h desta quarta-feira (24) e seguirá até as 8h do dia 9 de julho.
As denúncias que deram origem ao processo envolvem supostos episódios de assédio moral e sexual contra subordinadas. De acordo com informações apuradas durante a investigação, o oficial teria enviado mensagens de conteúdo inadequado a integrantes da banda de música da corporação.
O CBMERJ informou ainda que os autos do processo foram encaminhados ao Ministério Público junto à Auditoria da Justiça Militar, que avaliará a existência de eventual responsabilidade criminal no caso.
Em nota, a corporação ressaltou que “não compactua com qualquer conduta incompatível com a ética, a disciplina, o respeito e a dignidade da pessoa humana” e afirmou que todas as denúncias recebidas são tratadas com rigor técnico, responsabilidade institucional e observância dos procedimentos legais.
Lauro Botto é irmão de advogado que atuou na defesa de Flávio Bolsonaro
Lauro Botto também é irmão do advogado Luis Gustavo Botto Maia, conhecido nacionalmente por atuar na defesa do senador Flávio Bolsonaro e por ter sido citado em investigações relacionadas ao caso das chamadas ‘rachadinhas’ na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).




















