Coaf denuncia movimentação suspeita na conta de ex-assessor de Flávio Bolsonaro

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Uma movimentação suspeita na conta de um ex-assessor (Fabrício José Carlos de Queiroz ) do deputado estadual e senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL), no valor de R$ 1,2 milhões, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, apontado por um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), provocou um desconforto a Jair Bolsonaro, mudando a qualidade da crise aberta com a descoberta, na última quinta (6).

Além da movimentação na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, um cheque de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle também teria sido apontado. O documento da Coaf cita movimentações entre contas dele e de sua filha, Nathalia Melo de Queiroz, ex-assessora do próprio Jair Bolsonaro. Há menção no relatório a um valor de R$ 84 mil em uma conta de Nathalia.

O Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

O nome de Queiroz consta da folha de pagamento da Alerj de setembro com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III, símbolo CCDAL- 3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Fabrício José Carlos de Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro deste ano.

O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada no mês passado e que levou à prisão dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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