Confusão em UPA de Maricá

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Uma discussão entre o médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maricá e familiares de uma idosa, na noite do último domingo (31), terminou em confusão.

De acordo com familiares, a idosa, de 61 anos, deu entrada na UPA se queixando de fortes dores na cabeça e apresentando febre. Ao ser atendida pelo médico, a idosa foi avaliada, medicada e liberada em seguida. Familiares pediram que um exame de Raio-X fosse realizado, já que a idosa apresentava o quadro por pelo menos quatro dias. O médico negou o pedido, informando que não era necessário. Foi o suficiente para que uma confusão fosse formada.

Durante uma discussão, familiares da idosa pegaram um celular e gravaram as imagens. O médico tentou impedir, em seguida o aparelho foi retido por uma outra pessoa.

Em nota, a prefeitura de Maricá esclareceu que, pela resolução 194/2003 do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), o médico é responsável e tem autonomia para prescrever ou não algum procedimento de acordo com a avaliação realizada no paciente.

A Secretaria de Saúde acrescentou que o atendimento foi feito em conformidade com o diagnóstico que constatou que a paciente de 61 anos estava com gripe forte e cefaleia (dor de cabeça). Um exame na face também não comprovou a existência de um quadro de sinusite e por isso o profissional avaliou que não havia necessidade da realização de exames de Raio-X, receitou a medicação indicada e frisou para que, se não houvesse melhora nos sintomas, a paciente retornasse em 48 horas à unidade.

Quanto ao aparelho celular, o equipamento foi retido seguindo a norma que proíbe filmagens ou fotografias no interior de qualquer dependência onde haja atendimento de Saúde sem prévia autorização.

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