O diretor de televisão Nilton Travesso, um dos pioneiros da televisão brasileira, morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo SBT e por amigos próximos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês e morreu em decorrência de uma infecção generalizada.
O velório ocorre neste sábado (7), das 10h às 17h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, na capital paulista.
Com mais de sete décadas de carreira, Travesso participou da construção da linguagem da televisão brasileira e trabalhou em algumas das principais emissoras do país, como Record, Globo, SBT, Bandeirantes e Manchete.
Pioneirismo e grandes produções
Nilton Travesso integrou a equipe responsável pela criação do Fantástico, da TV Globo, e dirigiu produções que se tornaram referência no entretenimento brasileiro.
Em 1975, esteve à frente do musical de Ney Matogrosso para a canção América do Sul, considerado um marco na história dos videoclipes produzidos para a televisão brasileira.
Entre os programas que dirigiu estão TV Mulher, Som Brasil, Turma do Balão Mágico, Chico Anysio Show e Mais Você.
No SBT, teve participação importante na retomada da teledramaturgia da emissora durante a década de 1990. Sob sua direção, foram produzidas novelas como Éramos Seis, de 1994, As Pupilas do Senhor Reitor e Chiquititas.
Travesso também teve papel importante na formação e no desenvolvimento de artistas. A apresentadora Eliana, por exemplo, destacou sua participação na criação do cenário e do formato que contribuíram para sua trajetória no programa Bom Dia & Cia.
Em 2001, o diretor fundou a Nilton Travesso Oficina de Atores, em Pinheiros, na capital paulista, voltada à formação de profissionais para o teatro e o audiovisual.
Artistas prestam homenagens
A morte de Nilton Travesso provocou manifestações de artistas, apresentadores e profissionais da televisão, que destacaram sua contribuição à cultura brasileira, sua generosidade e a delicadeza com que conduzia o trabalho nos bastidores.
Adriane Galisteu e Eliana ressaltaram a elegância e a generosidade do diretor, além da importância que ele teve em suas trajetórias profissionais.
Angélica e Astrid Fontenelle também lembraram a participação de Travesso em momentos importantes de suas carreiras e seu pioneirismo em projetos televisivos.
Myrian Rios e Mariana Godoy recordaram experiências profissionais e parcerias ligadas ao diretor, destacando sua sensibilidade e capacidade de conduzir produções.
Miguel Falabella e Mônica Martelli também se manifestaram, lembrando Travesso como um profissional extremamente delicado e elegante.
Emissoras e instituições lamentam a perda
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) divulgou uma manifestação de pesar pela morte do diretor. A instituição destacou a importância de Travesso para a televisão brasileira e prestou solidariedade aos familiares, especialmente à esposa, Marilu Torres, e ao filho, Marcelo Travesso.
A TV Cultura também homenageou o profissional, ressaltando sua contribuição para a história da comunicação e do audiovisual nacional.
A Record lembrou que Nilton Travesso integrou a histórica equipe da emissora em 1953, participando de sua inauguração. Em nota, destacou o papel do diretor na transformação da produção de entretenimento e no desenvolvimento de novos padrões técnicos e artísticos.
O SBT, que confirmou o falecimento, ressaltou as passagens de Travesso pela emissora e sua participação na retomada da teledramaturgia nos anos 1990.
A TV Globo também prestou homenagem ao diretor em seus telejornais e plataformas digitais. A emissora relembrou sua participação na criação do Fantástico, o pioneirismo na produção de videoclipes e sua trajetória marcada pela criatividade, paciência e contribuição à televisão brasileira.
















