Dor, tristeza e revolta marcam o enterro das vítimas da Chacina de Itaipuaçu

Durante o sepultamento de três das cinco vítimas da chacina que aconteceu no último domingo (25), no condomínio “Minha Casa, Minha Vida – Residencial Carlos Marighella”, em Itaipuaçu, o sentimento de dor e tristeza era unânime. Sávio de Oliveira, Marco Jhonata e Patrick da Silva Diniz foram velados e sepultados na tarde de hoje no Cemitério Municipal de Maricá. Os corpos das outras duas vítimas (Matheus Bittencourt e Matheus Baraúna) foram levados para suas cidades de origem.

Um sentimento de revolta também dividia a cena antes e durante o cortejo fúnebre. Partindo da Praça Orlando de Barros Pimentel, um grupo de manifestantes ligados a movimentos sociais fizeram um ato em homenagem e revolta ao assassinato dos cinco jovens. A palavra de ordem durante a manifestação foi única: paz.

Enquanto isso, na Câmara de Vereadores de Maricá, o vereador e presidente da Comissão de Direitos Humano e Minorias, Dr. Richard (PT), demonstrou indignação pelas mortes dos jovens e pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas. Ele repudiou a atitude de algumas pessoas que declararam que os jovens eram criminosos.

“Não é porque é pobre que é bandido. Não é porque é jovem que é bandido. Não é porque mora em conjunto habitacional que é bandido. Foram cinco jovens executados. São membros de roda cultural. Alguns produziam rap. Eles não foram só vitimas de uma covardia, mas de um Estado degradado financeiramente e moralmente”.

O vereador e líder do Governo, Fabrício Bittencourt (PTB), explicou que o governo repudia os crimes ocorridos em Itaipuaçu. Ele salientou ainda que a prefeitura tem investido em melhorias para a segurança, cultura e educação. Explicou, ainda, que cada condomínio terá uma unidade móvel de segurança. “Já estão sendo providenciados os módulos pro MCMV e o Proeis ostensivo com quatro policiais por dia nos condomínios”.

LINHA DE INVESTIGAÇÃO

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), a hipótese principal já está definida. “Mandaram deitar e atiraram nas cabeças. Foi execução. Não houve nem resistência nem tentativa de fuga. Todos os tiros partiram de uma arma só, pois havia projéteis de uma mesma arma deflagrados no local”, afirmou, confirmando que os jovens podem ter sido vítimas de milicianos.

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