Dossiê Mulher: baixo número de registro de assédio sexual pode apontar subnotificação

Foto: Getty Images / IStockPhoto

Dados do Dossiê Mulher, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública e que leva em conta casos do ano de 2019, apontam que apenas três registros de assédio sexual foram feitos. Para aqueles que atuam na área, isso pode significar que há subnotificação, ou seja, casos que não são de conhecimento da polícia.

De acordo com Luciana Piredda, Coordenadora de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, o assédio é caracterizado por uma violência sutil. “Muitas das vezes essa mulher não identifica que está sofrendo assédio. É uma violência silenciosa que tem efeitos colaterais duradouros”, disse.

“O assédio é encontrado em diversas camadas e relações sociais. Podemos falar sobre o mundo do trabalho, da imposição da hierarquia, das relações nesses locais e também dentro da própria família”, completou.

O município montou um local para atender vítimas de violência. “A Casa da Mulher, que nós gerimos, tem trabalhado em conjunto com as mulheres para informar sobre essa violência, conscientizá-las que elas podem nos procurar, informar, propiciar um local seguro e colaborar mostrando que o enfrentamento para esse problema é a denúncia”, explicou.

Maricá não possui uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), mas uma sala especializada foi montada na 82° DP – Maricá para atender mulheres vítimas de violência. “Criamos um setor especializado para atendimento de vítimas de violência doméstica. É uma sala reservada e o atendimento é realizado por duas policiais femininas. Ainda realizamos parceria com o Ministério Público para conceder medidas protetivas”, explicou o chefe da Delegacia de Maricá (82ª DP), Thiago Lessa.

Segundo a 82° DP – Maricá, nos últimos quatros meses, 26 pessoas que cometeram crime contra mulher foram presas.

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