Especialista dá dicas de como escolher o peixe para sexta-feira santa

Peixe Foto: ErreJota Notícias

Uma tradição da Igreja Católica que virou hábito para muitos é evitar o consumo de carne vermelha na Sexta-Feira Santa. A data acabou se transformando em uma data exclusiva para a ingestão de peixes e frutos do mar. Além da simbologia, o cardápio do dia acaba sendo uma ótima oportunidade para preparar uma refeição mais leve e saborosa, é o que conta a  doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Juliana da Mata.

Para a especialista é preciso prestar atenção na hora de comprar os produtos para saber se a qualidade está adequada ao consumo – já que peixes e frutos do mar são altamente perecíveis e exigem cuidados na manipulação e conservação.

“O peixe fresco é mais saborosos que o congelado e por isso é preciso prestar atenção nas características dele, como olhos brilhantes, escama tem que estar firme e bem colada ao corpo do animal. A guelra também deve ser avaliada e precisa ser levantada para ver se a cor interna está avermelhada. O odor tem que estar característico.  A carne tem que estar firme”, explicou.

Segundo a nutricionista, é preciso cuidado na hora da escolha do peixe congelado.

“Nesse período de pandemia muitas pessoas preferem não se arriscarem indo a peixarias e preferem o consumo do peixe congelado. É preciso atenção na data de validade, se realmente está congelado, se a embalagem esta vedada e se possui muita água, pois é sinal de congelamento e descongelamento”, conta.

Em relação ao valor nutritivo, Juliana da Mata destaca que os peixes são alimentos de alto valor biológico, ricos em proteínas.

“Os peixes são para os mais variados gostos. Na hora do preparo o ideal é evitar a fritura e optar por ele grelhado e assado. O peixe também é bom na digestão, que é mais fácil, a carne é rica em ômega 3”, concluiu.

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