Espetáculo “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?” em curta temporada no Teatro Municipal de Niterói

Foto: Divulgação

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Sucesso de público e crítica, a comédia romântica Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?, de Yuri Ribeiro faz curta temporada no Teatro Municipal de Niterói, de 09 a 18 de novembro (sextas e sábados, às 20h, e domingo, às 19h). Com Com Paula Burlamaqui, Yuri Ribeiro, Mathias Wunder e Jujuba, a comédia romântica que se passa em um picadeiro no interior de algum lugar não muito distante, garante muitos risos, algumas lágrimas e grandes reflexões.

Para contar a história do casal Andrea e Daniel, o diretor goiano, radicado em São Paulo, Jorge Farjalla optou por uma linguagem poética e lúdica para criar uma montagem não realista, transformada em fábula. Se valendo da atualidade do tema, Yuri Ribeiro, que também está como ator, resolveu transformar sua experiência de vida em espetáculo teatral. O espetáculo, inspirado na história verídica de um casal, aborda as várias fases de um relacionamento amoroso, prometendo deliciosas risadas e muita reflexão. No palco, Paula Burlamarqui dá vida a Andrea (46 anos), uma mulher mais “experiente” que casa com Daniel (21 anos), interpretado por Ribeiro (que acaba de filmar “Veneza”, de Miguel Falabella, e “A Volta”, de Ronaldo Uzeda), um rapaz que tem uns bons anos de experiência a menos que ela. O filho de Andrea, Caio, interpretado por Mathias Wunder, brincalhão e piadista, não se dá muito bem com “a espécie de irmão mais velho que ele arrumou”. Completando o elenco, o ator, músico e palhaço Jujuba, que executa a trilha sonora da montagem ao vivo.

Farjalla, afirma que o amor é o guia para onde de fato nos movimentamos na vida, ele nos move a cada segundo e ações do nosso cotidiano. Não só o amor entre duas pessoas, mas por um amigo, por um trabalho e por aí a diante. Para ele, o fato é que, moldado e forjado, numa relação de vida pessoal mergulhou de cabeça na pureza e entrega deste “Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?”. “Depois de receber o texto e de tantas leituras decidi levá-lo ao simples e sublime picadeiro do circo. Circo das emoções da vida, no sentimento mais puro que é o do Clown. Não que haja técnicas clownescas no espetáculo, mas sim pela pureza e entrega do ser que usa a menor máscara do mundo, o nariz, para contar a saga de Andrea e Daniel. História essa, pincelada de realidade dupla, entre Teatro e Vida, sim, porque a história na ficção é livremente inspirada na história da vida real entre Claudia e Yuri: um prato cheio para um diretor!” – conta o diretor.

O amor do casal protagonista é um amor desmedido, sem freios, o que nasce da paixão e é levado ao amor, sem medos nem amarras: o amor de uma mulher mais velha por um garoto, quase impossível, como o amor de um peixe por um pássaro, mas que poderá ter um outro destino. Para o autor, “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?” tem os pés na verdade do dia-a-dia do casal e as mãos agarradas na ficção para apimentar um pouco. “Somos poesia e terra numa mesma obra. Somos riso e choro. Somos humanos e estamos contando, em uma comédia, uma história de humanos que se amam.” – relata Yuri.

O texto, inspirado na verídica história de amor de Yuri com a Claudia Wildberger, a frente da produção do espetáculo, trata-se de uma mistura entre referências e passagens de sua vida. Tudo isso num universo de fábula proposto pelo encenador Jorge Farjalla. “Sou agente de diversos artistas e entre eles está a atriz Alexandra Richter. No dia 03 de janeiro de 2013 ela estreou o monólogo “Mini manual de qualidade de Vida”, dirigido pra Dani O’ Campo, no Teatro Leblon. Na noite da estreia conheci o Yuri, que apesar de ser ator estava trabalhando na técnica do espetáculo. Saímos para comemorar a estreia com equipe e amigos e fomos de bar em bar. Até que ficamos apenas eu e ele. Enfim, nada que uma carona pra vida não resolvesse. E aqui estamos nós, cinco anos e meio depois, contando para o mundo uma história de amor e felicidade, inspirada na nossa vida.” – conta Claudia. 

A montagem, recebeu quatro indicações ao ‘Prêmio Botequim Cultural’: Melhor Espetáculo; Melhor direção – Jorge Farjalla; Ator em Papel Coadjuvante – Vitor Thiré; e Cenografia – José Dias e quatro indicações ao 18o Prêmio Cenym : Melhor Texto Original, Melhor Qualidade Artística de Produção, Melhor Cartaz / Programação Visual e Melhor Ator Coadjuvante – Victor Thiré.

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