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Estado poderá ter Censo sobre população em situação de rua

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A população em situação de rua tem crescido muito no estado, principalmente na Região Metropolitana. Este aumento é devido à crise econômica que o país atravessou de 2015 até 2022, além de ter sido agravado pela pandemia de Covid-19, que fez muitos perderem o emprego. Mas, o governo estadual poderá fazer um censo para ter um quantitativo das pessoas que estão vivendo nas ruas.

O coordenador da Frente Parlamentar pela Humanização da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado estadual Danniel Librelon (Republicanos), apresentou indicação legislativa pedindo ao governador Cláudio Castro a produção de um censo para a população em situação de rua em todo território fluminense. A indicação foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 25.

Ainda segundo o parlamentar, um censo a nível estadual ajudaria na construção de políticas eficazes.

“Com dados precisos sobre a população em situação de rua, é possível direcionar recursos de forma mais eficiente para lidar com a situação. Isso inclui o desenvolvimento de abrigos adequados, programas de emprego, serviços de saúde mental, entre outros. Um censo vai garantir que as pessoas em situação de rua recebam serviços e apoio de que precisam para reconstruir suas vidas”, destacou.

Pessoas em situação de rua montam acampamento na areia da Praia de Icaraí/Fotos: Reprodução de redes sociais

Em Niterói, um relatório elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária, apontou um crescimento de 27,6% do número de pessoas nesta situação na cidade nos últimos dois anos. Ainda de acordo com o documento, o desemprego é a maior causa para a permanência na rua (44%). Para 41,8% dos entrevistados, problemas familiares são a causa. Alcoolismo e drogas são para 17%.

Ainda segundo a pesquisa, 740 pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) não têm moradia fixa. Em setembro de 2018 eram 580.

Niterói conta atualmente com mais de 350 vagas de acolhimento na cidade, com 68% de ocupação. Além dos dormitórios, os abrigos da cidade oferecem quatro refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), acompanhamento psicossocial, encaminhamento para rede de serviços e recambiamento. É fundamental que a pessoa aceite ir para um dos equipamentos oferecidos pelo governo municipal.

Niterói
Servidores da Assistência Social em ação Foto: : Douglas Macedo

A prefeitura possui uma rede de atendimento que conta com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), dez Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), dois Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e cinco unidades de acolhimento (abrigos).

Além da abordagem social, os agentes oferecem serviços socioassistenciais, como atendimentos dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps); odontológicos; e de equipes de redução de danos, com trabalho junto a usuários de álcool, crack e outras drogas.

Do Centro POP, as pessoas são encaminhadas para as unidades de acolhimento, onde recebem atendimento de assistentes sociais, psicólogos e orientação jurídica, encaminhamento para serviços de saúde, trabalho e renda e documentação civil.

Pelo menos uma vez por semana, equipes da Secretaria de Assistência Social, acompanhados de garis da Clin e funcionários das secretarias de Saúde, Ordem Pública e de Saúde, têm feito abordagens com as pessoas em situação de rua em diversos bairros da cidade, com destaque para o Centro, Icaraí e Ingá. Na última quinta-feira, 28, teve abordagem social na Zona Norte.

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